Bancário cobra máscara de passageiros no Metrô-DF e leva soco no olho

Ao Metrópoles, o homem acusado de agredir o bancário disse que teve a reação após ser xingado

atualizado 05/08/2021 11:50

Uma discussão relacionada ao uso de máscara dentro de um dos trens do Metrô-DF no início da tarde de terça-feira (22/6) terminou na delegacia, após o bancário Paulo Maurício Goulart Valente, 41 anos, solicitar a um dos passageiros que cumprisse o Decreto n° 40.468/20. O acusado, Carlos Antunes, admitiu ter desferido o golpe, mas alega ter sido uma reação após ser abordado “com falta de educação”.

Paulo conta que retornava para casa por volta 12h30, quando observou que algumas pessoas do vagão não estavam usando o item de proteção facial e solicitou que colocassem. Um dos passageiros, Carlos, reagiu com fúria e desferiu socos contra o bancário.

“Fui solicitar que ele colocasse a máscara e, mesmo com a minha insistência, ele não colocou. Eu estava apenas exigido o meu direito de cidadão, o cumprimento do decreto, que visa o bem-estar de todos”, diz Paulo ao Metrópoles.

Marcas da agressão:

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A agressão teve início na Estação 106 Sul e prosseguiu até o terminal da Asa Sul, quando foi empurrado para fora do vagão por um terceiro envolvido, de 31 anos.

“Fui atendido pelos seguranças somente na Estação ParkShopping. Se não fosse outras pessoas que estavam no vagão, não seria possível conter o ímpeto dos agressores.”, conta.

Ao ser comunicado sobre o fato, um agente de segurança do Metrô encaminhou os envolvidos à 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul). Paulo narrou a sua versão e foi encaminhado ao IML para o exame de corpo de delito. Paulo também ficou insatisfeito com o desfecho da ocorrência policial.

“O pior para mim foi o boletim ter sido registrado como injúria e não como agressão. Ele está como vítima e eu como agressor”, lamenta.

Já Carlos Antunes conta uma versão diferente. Ele admite que socou Paulo, mas diz que foi insultado antes. “Ele chegou em mim e não pediu com educação. Começou a gritar. Aí eu fiquei olhando para ele”, relata.

O jovem confessou que estava com a máscara “um pouco abaixo do nariz”, mas diz não concordar com a maneira como foi tratado. “Ele me xingou, falou que eu era um vagabundo, um babacão. Eu levantei e perguntei se estava me xingando mesmo, como ele falou mais, eu perdi a cabeça e acabei agredindo mesmo”, diz.

O que diz o Metrô?

Procurado pela reportagem, o Metrô-DF confirmou a ocorrência e informou que reteve o trem para averiguação. Leia na íntegra:

“A Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) confirma a ocorrência, na última terça-feira. O Corpo de Segurança Operacional foi acionado e reteve o trem para averiguação. Segundo a ocorrência, dois homens brigaram no carro, devido à falta de uso da máscara. Um deles relatou ter sido xingado e reagiu com socos. Como é procedimento padrão nesses casos, os dois foram conduzidos à delegacia para registro de ocorrência.

O Metrô-DF esclarece que o uso da máscara é obrigatório no sistema, mas infelizmente alguns usuários retiram o acessório dentro do trem. Quando flagrado, o passageiro é orientado a colocar a máscara e, em caso de resistência, é retirado do sistema.

A população pode registrar a reclamação, neste caso, nos canais da Ouvidoria, pelo app Metrô-DF ou pelo WhatsApp (61 99265-1178). A denúncia imediata é importante para definir a atuação dos empregados e novas campanhas estratégicas e educativas, além das que já são veiculadas, para a prevenção da Covid-19″

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