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Distrito Federal

Ato extremista: PCDF diz que há ao menos 6 detidos e 10 registros de ocorrências

Atos extremistas de apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) têm saldo significativo de crimes na Praça dos Três Poderes, mas poucos são presos

08/01/2023 17:29, atualizado 08/01/2023 17:52
Reprodução
detidos brasília

Às 17h deste domingo, cerca de seis pessoas haviam sido detidas e 10 ocorrências foram registradas na 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul) e na 5ª DP (Asa Norte), que concentram os boletins dos atos extremistas cometidos por apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) na Esplanada dos Ministérios.

A maior parte dos crimes registrados foi de pessoas detidas com armas brancas, como paus e pedras. Uma das ocorrências está documentada como “possível artefato explosivo na Câmara dos Deputados”. Também houve uma ocorrência de agressão contra uma forojornalista do Metrópoles que cobria o ato.

Um homem também chegou a ser pego com uma balaclava para esconder o rosto, estilingues, garrafas de coquetel molotov, gasolina e outros itens que poderiam gerar explosões e incêndios.

Em vídeo, uma pessoa grava o rapaz detido sentado no chão e afirma que ele seria um “infiltrado no meio dos bolsonaristas”, mas é possível ouvir o homem dizer que estava “acampado no QG”.

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Segundo as informações preliminares, não havia casos de criminosos com armas de fogo.

Os números são baixos quando comparados ao saldo significativo de estragos e delitos na Praça dos Três Poderes. Criminosos, motivados por pautas políticas e que não aceitam o resultado das urnas, invadiram o Congresso Nacional, o prédio do Supremo Tribunal Federal (STF) e o Palácio do Planalto.

Os bolsonaristas passaram pelas forças de segurança, que já estavam prevendo os atos. Em resposta, o governador Ibaneis Rocha (MDB) determinou a exoneração do secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres.

Dois dias antes da explosão do ato criminoso, o Metrópoles mostrou que apoiadores de Jair Bolsonaro estavam marcando uma manifestação para este fim de semana em Brasília assumindo um tom violento e sem comunicar à Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF). O ato chegava a ser abertamente chamado de “tomada do Poder”, em referência à intervenção militar.

O protesto vinha sendo divulgado em redes como o Telegram. Nos grupos, bolsonaristas chamam mais pessoas para a “guerra”, convocam quem tenha armamento — como Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs) — e organizam caravanas. Diferente de atos pacíficos, esse movimento não foi oficializado junto às forças de segurança da capital federal.