Assassino que matou duas pessoas em 2 dias pega 54 anos de prisão

Já condenado a cumprir 24 anos de prisão por homicídio, réu foi sentenciado a mais 30 anos de reclusão pelo Tribunal do Júri de Ceilândia

atualizado

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Já condenado a 24 anos de prisão por homicídio, Leandro Carvalho de Araújo voltou a ser sentenciado a mais 30 anos de prisão na última quinta-feira (23/4) por matar Deocleciano Santos Mourão em um acerto de contas em Ceilândia Norte (DF). O crime ocorreu em uma via pública na QNP 5,  em 11 de janeiro de 2015.

Leandro Carvalho foi condenado pelo Tribunal do Júri de Ceilândia por homicídio qualificado, com reconhecimento de motivo torpe e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Os jurados entenderam que ele efetuou os disparos que mataram Deocleciano Santos Mourão. O outro assassinato, pelo qual já havia sido condenado,  ocorreu no dia seguinte a morte de Deocleciano.  Pelos dois crimes de homicídio, o criminoso vai acumular pena de 54 de prisão.

Apontado como comparsa na morte de Deocleciano, Ricardo de Sousa Passos teve seu julgamento adiado por seu advogado apresentar problemas de saúde. A dupla, Leandro e Ricardo, já cumpre pena por outro homicídio e segue presa no Complexo Penitenciário da Papuda. O julgamento de Ricardo ainda não tem outra data prevista.

Para aplicar a pena, a Justiça considerou a culpabilidade elevada, com premeditação e atuação em grupo criminoso organizado. Também apontou maus antecedentes, prática do crime durante cumprimento de pena, uso de munição de uso restrito e consequências graves para a família da vítima.

Acerto de contas

A denúncia do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) apontou que o segundo assassinato cometido por Leandro teria ocorrido em retaliação à morte de Tony Carlos de Azevedo Amâncio, uma semana antes do crime. Pela morte de Tony, um grileiro da região, conhecido como Sérgio da Hillux, foi condenado a 16 anos de prisão. Os dois brigavam por lotes irregulares na região do Sol Nascente (DF).

O MP detalhou que a execução teria ocorrido em via pública após disparos e a dupla, Leandro e Ricardo, teria fugido logo depois. De acordo com a denúncia, as investigações da PCDF apontaram que a quadrilha que ceifou a vida da vítima Deocleciano por acreditar que ele “armou uma casinha”, ou seja, traiu a confiança de Tony, entregando-o para morrer à quadrilha de Sérgio. 

A quebra de sigilo telefônico obtido pela PCDF apontou que os autores do assassinato estavam no local do crime na hora da morte de Deocleciano.

Assassinato e reféns

Em 2016, Ricardo e Leandro já haviam sido condenados a 24 anos de prisão pela morte de Kelvin Patrick Coelho da Silva, de 19 anos. Kelvin foi assassinado um dia depois de Deocleciano.

Segundo testemunhas, o crime foi motivado por um desentendimento ocorrido durante uma festa. De dentro de um carro em movimento, o grupo atirou várias vezes contra Kelvin, que caminhava na QNM 8, em Ceilândia Norte.

Após o homicídio, os réus se dirigiram à QNN 5/7, onde possuíam um imóvel alugado. Quando perceberam a presença da polícia no local, o grupo armado invadiu um apartamento no andar de cima do mesmo prédio e fez uma mulher e duas crianças reféns. Depois, obrigaram a moradora a descer e a mentir para os militares. No entanto, ela desobedeceu a ordem dos criminosos e entregou a chave do apartamento aos policiais que prenderam os criminosos em flagrante.

Além do homicídio, a dupla também foi condenada por porte ilegal de arma de fogo, receptação de produtos de crime, violação de domicílio, constrangimento ilegal e corrupção de menores.

No apartamento da refém, foram encontradas diversas armas de fogo e munições escondidas. Já no imóvel alugado pela quadrilha, a polícia localizou outras armas, munição, coletes à prova de bala, cerca de R$ 15 mil em espécie e produtos de assaltos efetuados anteriormente. A quadrilha já era investigada pela prática de diversos crimes, como roubos e outros homicídios na região.

 

 

 

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