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Distrito Federal

Após vender carne azul e fedorenta, supermercado indeniza cliente

Segundo a sentença, houve perda de confiança na relação de consumo, e o produto estragado representou risco ao consumidor

05/11/2025 07:54, atualizado 05/11/2025 13:14
Getty Images
Carne - Metrópoles

A Justiça condenou o Primor Supermercado a indenizar um consumidor por venda de carne estragada. A decisão de 2ª instância foi unânime.

O cliente comprou 14 kg de carne e, ao abrir a embalagem, acabou surpreendido: a carne estava azul e fedorenta.

O cliente retornou ao estabelecimento, apresentou a carne aos funcionários e solicitou o reembolso da quantia paga, o que foi negado pelo supermercado.

A 2ª Turma Recursal dos Juizados Especiais do DF manteve a sentença de 1ª instância. Segundo o  colegiado, houve falha na prestação do serviço, causando perda confiança no consumo e risco de insegurança alimentar.

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O supermercado foi condenado a pagar R$ 418,55 pelos danos materiais e R$ 800 por danos morais.

A reportagem tenta contato com o supermercado. O espaço segue aberto para manifestações.

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Após a condenação de 1ª instância, o supermercado negou a prática de ato ilícito e afirmou que os produtos comercializados no estabelecimento são devidamente armazenados.

O supermercado também argumentou que os produtos perecíveis devem ser consumidos de forma imediata ou armazenado em local apropriado para consumo dentro do prazo de validade.

O que diz o mercado

O Supermercado Primor informou que não concorda com a decisão judicial e recorrerá da condenação e deu detalhes sobre o não ressarcimento do cliente.

“O cliente em questão retornou à loja apenas no dia 20/02/2025, dois dias após a compra, trazendo aproximadamente 14 kg de carne já cortada, temperada e fora da embalagem original. Nessas condições, tornou-se impossível realizar qualquer verificação técnica sobre a suposta impropriedade do produto, impossibilitando análise objetiva de qualidade”, disse o mercado em nota.

Alegando que a carne foi comprada em origem lícita e confiável, o Primor disse que mantém rigoroso controle de qualidade, armazenamento e refrigeração de todos os alimentos perecíveis, com acompanhamento diário da temperatura dos freezers e câmaras frias.

“Reforçamos que o Primor Supermercado preza pela transparência, segurança alimentar e respeito aos seus clientes, adotando sempre os mais altos padrões de controle de qualidade em todas as etapas de comercialização de seus produtos”, informaram.