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Distrito Federal

Após ordem judicial, casal do barulho deixa mansão no Lago Sul

Cristiane e Rodrigo tinham até 6 de novembro para sair do imóvel. A Justiça autorizou uso de força policial para remover a dupla da casa

17/11/2020 19:50, atualizado 17/11/2020 23:35
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Igo Estrela/Metrópoles
Movimentação na casa do barulho com caminhão de mudança dentro da residência

Cristiane Machado e Rodrigo Damião, o casal do barulho, deixaram a mansão do Lago Sul na noite desta terça-feira (17/11). Os dois saíram do imóvel após a Justiça determinar desocupação compulsória da casa situada na QL 18 do Lago Sul.

A suposta invasão da residência foi objeto de ação no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) e de investigação pela Polícia Civil do DF (PCDF). Ricardo Lima Rodrigues da Cunha alega que a mansão lhe pertence e não estava abandonada, como alega o casal. Ele é filho e único herdeiro do último proprietário do imóvel, o ex-presidente da Federação Hípica de Brasília Orlando Rodrigues da Cunha Filho, morto em 25 de março de 2014.

O prazo para desocupar o local se esgotou no dia 6 de novembro. Cristiane confirmou a mudança, mas afirmou que não podia dar mais detalhes. Veja imagens da saída do casal:

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O herdeiro da mansão diz que o casal invadiu o local
O casal tinha até 6 de novembro para sair
A suposta invasão da residência foi objeto de ação no TJDFT e de investigação pela PCDF
No entanto, Rodrigo e Cristiane permaneceram na casa
Na tarde dessa terça (17), a juíza autorizou a desocupação compulsória
 A Justiça determinou a desocupação da mansão
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A Justiça determinou a desocupação da mansão

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O herdeiro da mansão diz que o casal invadiu o local
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O herdeiro da mansão diz que o casal invadiu o local

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O casal tinha até 6 de novembro para sair
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O casal tinha até 6 de novembro para sair

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A suposta invasão da residência foi objeto de ação no TJDFT e de investigação pela PCDF
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A suposta invasão da residência foi objeto de ação no TJDFT e de investigação pela PCDF

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No entanto, Rodrigo e Cristiane permaneceram na casa
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No entanto, Rodrigo e Cristiane permaneceram na casa

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Na tarde dessa terça (17), a juíza autorizou a desocupação compulsória
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Na tarde dessa terça (17), a juíza autorizou a desocupação compulsória

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Após ordem judicial, casal do barulho deixa mansão no Lago Sul - imagem 7
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Em entrevista ao Metrópoles em 26 de outubro, o casal alegou que a ocupação da casa foi legal e o contrato foi firmado após eles virem um anúncio disponível no site OLX. Segundo eles, quem respondia pela locação do espaço era um homem chamado Leandro Farias.

O casal recorreu da decisão judicial por meio de agravo apresentado em 2ª instância. Na noite dessa segunda-feira (16/11), o desembargador Cruz Macedo indeferiu o efeito suspensivo solicitado pelos moradores.

Recurso

À Justiça, o casal declarou que firmou contrato de locação com Leandro Vasco de Oliveira Farias. Segundo a decisão do magistrado, em depoimento à Polícia Civil do DF (PCDF), o suposto locador disse que tinha a posse do imóvel, mas ficou calado quando perguntado sobre o valor do aluguel e como se deu a posse.

Na audiência de justificação, Rodrigo Damião informou que pagava o aluguel em dinheiro, diretamente ao locador, com quem não teve mais contato desde que o caso foi noticiado na imprensa.

De acordo com Cruz Macedo, nessa fase embrionária da ação principal, a situação é esta: de um lado, há comprovação da propriedade do imóvel por Ricardo Lima e a perda da posse; do outro, a ausência de documento hábil a demonstrar a legitimidade da posse pelo casal. “O contrato de locação apresentado foi firmado com quem não detinha legitimidade para tanto”.

O desembargador ainda ressaltou que a fase mais crítica da propagação do novo coronavírus foi superada e, por isso, afastou a alegação de que a situação da pandemia impediria a desocupação da mansão.

Veja fotos dos moradores da mansão mais disputada do Lago Sul:

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Cristiane e Rodrigo garantem que o processo de aluguel da mansão é legal
O casal tem 15 dias para deixar o local
A dupla alega ser vítima de um mal-entendido
Rodrigo e Cristiane contam que alugaram a casa após virem um anúncio na OLX
Extravagante, o casal cria até um ganso no quintal da casa
A Justiça determinou a reintegração de posse do imóvel
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A Justiça determinou a reintegração de posse do imóvel

Gustavo Moreno/Especial Metrópoles
Cristiane e Rodrigo garantem que o processo de aluguel da mansão é legal
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Cristiane e Rodrigo garantem que o processo de aluguel da mansão é legal

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O casal tem 15 dias para deixar o local
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O casal tem 15 dias para deixar o local

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A dupla alega ser vítima de um mal-entendido
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A dupla alega ser vítima de um mal-entendido

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Rodrigo e Cristiane contam que alugaram a casa após virem um anúncio na OLX
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Rodrigo e Cristiane contam que alugaram a casa após virem um anúncio na OLX

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Extravagante, o casal cria até um ganso no quintal da casa
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Extravagante, o casal cria até um ganso no quintal da casa

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A dupla diz que o corretor responsável pela locação desapareceu
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A dupla diz que o corretor responsável pela locação desapareceu

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Cristiane e o marido já foram repreendidos pelas constantes festas no espaço
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Cristiane e o marido já foram repreendidos pelas constantes festas no espaço

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Eles disseram que não pretendem desocupar a residência facilmente
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Eles disseram que não pretendem desocupar a residência facilmente

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"Vamos recorrer, não vão ganhar no grito", afirma Cristiane
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"Vamos recorrer, não vão ganhar no grito", afirma Cristiane

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A casa tem piscina e uma grande área verde
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A casa tem piscina e uma grande área verde

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De acordo com Rodrigo, as reformas para deixar o espaço habitável levaram cerca de 20 dias
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De acordo com Rodrigo, as reformas para deixar o espaço habitável levaram cerca de 20 dias

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“Levantamos o muro, tiramos um palmo de lama da piscina e cortamos a grama, que já tinha virado mato. Aqui encontramos até saruê", assinala
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“Levantamos o muro, tiramos um palmo de lama da piscina e cortamos a grama, que já tinha virado mato. Aqui encontramos até saruê", assinala

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O que diz o herdeiro da casa

O advogado Rodrigo Melo, que representa o herdeiro do imóvel, Ricardo Lima Rodrigues da Cunha, afirma que o casal teve, durante o trâmite da ação, quatro oportunidades para deixar a mansão amigavelmente. Acrescenta que foi oferecido o abatimento das benfeitorias que eles dizem ter feito, mas o acordo não teria sido aceito.

Ainda segundo Melo, os ocupantes da residência sequer conseguiram provar que pagaram aluguel para alguma imobiliária desde o dia em que passaram a ocupar o espaço. “Eles dizem que pagam em dinheiro para um sujeito que não tem ligação com a casa. Se eles sabem disso, basta sair”, afirma.

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