Após desabamento, parte de prédio é demolida no DF

De acordo com Administração do Riacho Fundo, construção irregular já foi notificada 19 vezes. Paredes caíram e feriram mulher na quarta

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atualizado 24/10/2019 12:34

Um prédio em construção, que não tem alvará, está sendo parcialmente demolido no Riacho Fundo, nesta quinta-feira (24/102/2019). A decisão foi tomada um dia depois de paredes do edifício localizado na QS 6 desabaram sobre uma casa durante forte chuva. Simone Ravena Maia Alves, 24 anos, estava no andar superior da residência atingida e acabou se machucando.

De acordo com informações do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), os tijolos quebraram o telhado e o forro do imóvel onde estava Simone. Ela sofreu escoriações e foi transportada para o Hospital Regional de Taguatinga (HRT). A vítima estava consciente, orientada e estável no momento do socorro.

Os bombeiros acionaram a Defesa Civil que fará vistoria para descobrir as causas do desabamento. A obra de cinco pavimentos está embargada e em área residencial. Três famílias tiveram de deixar a área por conta dos riscos.

A administradora regional do Riacho Fundo 1, Ana Lúcia Melo, informou ao Metrópoles que o prédio não possui alvará de construção e já recebeu 19 notificações, além de auto de interdição e, há cerca de dois meses, uma intimação demolitória.

“São mais de R$ 20 mil em multas por descumprimento das notificações. A administração regional tem feito o acompanhamento e aciona o DF Legal todas as vezes que as obras são retomadas no local. Já entramos em contato com os órgãos competentes e, nesta quinta, a Defesa Civil, o CBMDF, a administração e o DF Legal promoverão a demolição parcial do prédio. Todos os custos e demais responsabilidades serão do dono do imóvel e dos responsáveis técnicos”, destacou a administradora.

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Chuva de granizo

A chuva desa quarta-feira (23/10/2019) causou muitos transtornos no DF. Taguatinga e Vicente Pires chegaram a registrar queda de granizo. Antes, a Defesa Civil e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) fizeram alertas de temporais. O fenômeno também foi flagrado pela reportagem do Metrópoles na Estrada Parque Taguatinga (EPTG). Da mesma forma, as tempestades fizeram a energia acabar em diversas partes de Águas Claras. E o Metrô-DF suspendeu a circulação dos trens.

Em Águas Claras, diversos semáforos pararam de funcionar. Moradores da cidade também registraram falta de energia em vários prédios. Houve cinco casos de pessoas presas — mas logo liberadas — em elevadores. A capital federal chegou a ficar 114 dias em seca intensa.

Em Taguatinga Centro, parte da cerca de isolamento da obra no viaduto na entrada da cidade caiu. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), as telhas feitas de zinco cederam e atingiram um veículo que passava pelo local. Contudo, ninguém se feriu. Os objetos teriam se desprendido por causa do vento acompanhado pela chuva.

Segundo a Defesa Civil, uma vistoria ocorreu no local. “Não foi identificado risco estrutural. Não houve vítimas, somente danos materiais”, afirmou a subsecretaria, em nota enviada ao Metrópoles.

CBMDF/Divulgação
Telha de contenção caiu em viaduto de Taguatinga

O Metrô-DF informou, por meio do Twitter, que os trens pararam de funcionar pela falta de energia. “Atenção, usuários: neste momento, a circulação de trens está interrompida devido a problemas no fornecimento de energia da CEB. Algumas estações estão inoperantes. Lamentamos os transtornos e avisaremos tão logo o sistema seja restabelecido”, avisa o órgão. Os trens voltaram a rodar aos poucos, assim como as estações retornaram ao funcionamento normal.

De acordo com a assessoria de comunicação da CEB, houve uma descarga atmosférica, às 14h35, e isso afetou as redes de alta-tensão que alimentam a subestação Águas Claras. Segundo o órgão, 81.270 unidades consumidoras foram afetadas. Porém, às 15h20, o problema foi resolvido, e a energia, restabelecida. Sobre o metrô, a companhia não reconheceu a interrupção do serviço.

“O Metrô tem fonte de fornecimento de energia da CEB em três subestações: Ceilândia Sul, Águas Claras e Brasília Centro. O fornecimento de energia da CEB para circulação dos trens não foi afetado”, informou o texto enviado à reportagem.

Enxurrada

Em Vicente Pires, um leitor mandou imagens de uma enxurrada na Rua 8.

 

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