“Amiga para toda hora”: família se despede de mulher morta atropelada. Veja vídeo
O corpo de Elcina Pereira, de 59 anos, foi sepultado nesta quarta-feira (3/6) no Cemitério Central de Formosa; família pediu justiça
atualizado
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Em meio à dor e a pedidos de justiça, familiares e amigos se despediram de Elcina Pereira, de 59 anos, morta após ser atropelada por um carro desgovernado em Arapoanga (DF), na terça-feira (2/6). O sepultamento ocorreu no Cemitério Central de Formosa (GO) nesta quarta-feira (3/6).
O velório reuniu cerca de 50 pessoas e foi marcado por homenagens à costureira, descrita pelos parentes como uma mulher alegre, religiosa e dedicada à comunidade.
A sobrinha Thalita Brito contou que a notícia da morte foi recebida pela família com enorme tristeza. “Foi um choque, um baque receber a notícia da morte”, disse.
Thalita morou com a tia durante três anos em Planaltina e lembrou do espírito solidário da familiar. “Ela adorava fazer serviço comunitário, era uma pessoa muito religiosa. Infelizmente uma pessoa imprudente acabou com a vida dela”, afirmou.
A sobrinha também cobrou responsabilização do motorista.
“A gente quer justiça, a família toda. O imprudente estava drogado e dirigindo e, acabou com a vida da minha tia. Tivemos o velório com o caixão fechado por causa da imprudência”, acrescentou.
Outra sobrinha da vítima, Gabriela, definiu Elcina como uma referência para todos ao seu redor. “Era uma mãe, uma amiga, uma parceira. Era uma amiga para toda hora”, descreveu.
Segundo Gabriela, a família não considera o caso um acidente. “A partir de uma pessoa sem CNH, ele assume todas as consequências de assumir em alta velocidade em uma via que é movimentada. A gente não acredita que tenha sido um acidente”, disse.
Ainda abalada, ela relatou o impacto da tragédia sobre os familiares.
“Tamanha brutalidade e violência, a família toda está abalada e perplexa. A gente revive aquela imagem na nossa cabeça todos os dias”, acrescentou.
A cunhada de Elcina, Rosalina Ferreira, também descreveu a mulher como uma pessoa muito feliz e que se preocupava com todos ao seu redor.
“Ela era uma pessoa trabalhadora, feliz. Ela gostava de viajar e de viver”, afirmou Rosalina. “Ela estava de malas prontas para viajar para a praia”.
“A vida dela não vai voltar […] Quem perdeu a vida não tem como voltar mais atrás, espero que ele pague bastante e não saia tão cedo da cadeia”, disse.
Entenda o caso
Elcina Pereira caminhava pela ciclofaixa da região quando foi atingida pelo veículo. Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), o carro saiu do balão, passou por cima de um tachão de sinalização e atingiu a vítima em cheio.
A força do impacto fez com que a costureira fosse arrastada até a calçada oposta e lançada contra a parede de um estabelecimento comercial.
O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) enviou três viaturas para atender a ocorrência. Quando as equipes chegaram ao local, porém, a mulher já estava sem sinais vitais.
Familiares informaram que Elcina costumava passar pelo trecho diariamente para frequentar a academia comunitária da região.
Motorista admitiu uso de drogas
O motorista apontado como responsável pelo atropelamento foi identificado como Erick Sávio Alves de Souza, de 21 anos. Em depoimento à Polícia Civil, ele pediu para responder ao caso em liberdade e apresentou sua versão sobre o ocorrido.
Durante o interrogatório, Erick afirmou possuir antecedentes por roubo, tráfico de drogas e adulteração de placa de veículo. Ele negou ter ingerido bebida alcoólica, mas admitiu ter consumido maconha e Rohypnol, medicamento de tarja preta. O jovem também não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Ao relatar a dinâmica do atropelamento, Erick alegou que a vítima teria corrido em direção ao veículo e que trafegava entre 25 km/h e 30 km/h.
“[Ela] Tava a pé e e eu tava vindo para entrar no Arapoanga. […] Então, ela tava indo, não sei para onde ela tava… Acho que ela tava indo na padaria, só que ela correu para cima do meu carro”, afirmou.