“Amava viver”: mulher foi atropelada enquanto fazia caminhada matinal
Elcina Pereira, 59 anos, foi atingida durante caminhada matinal em Arapoanga. Família cobra justiça e aponta imprudência de motorista
atualizado
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A costureira Elcina Pereira (foto em destaque), de 59 anos, todos os dias, bem cedo, aproveitava o horário de menor movimento para fazer a sua caminhada matinal. Rotineiramente, ela saía de sua residência, nas proximidades do Paraíso do Sono, e caminhava até a academia comunitária localizada após o posto de combustíveis, em Arapoanga.
Foi justamente no percurso de volta para casa que a mulher morreu após ser atingida por um carro desgovernado que invadiu uma ciclofaixa na Quadra 7 na manhã desta terça-feira (2/6).
Retratada pela família como uma mulher constantemente em movimento, Elcina era aposentada e acumulava paixões: gostava de dançar, brincar e tinha a costura como um de seus principais hobbies. Ela confeccionava roupas para as pessoas mais próximas.
Segundo a sobrinha da vítima, Nancy Rodrigues, a proximidade de Elcina com todos ao redor era imensa, fruto de sua personalidade. “Ela era uma pessoa muito boa, todo mundo gostava dela. Muito jovem para a idade dela. Amava a vida, amava sorrir, amava viver”, relembrou. Nancy soube do acidente por meio de uma ligação da filha de Elcina.
Irresponsabilidade e imprudência foram palavras usadas pela sobrinha ao falar do ocorrido. “Ela estava apenas fazendo a sua caminhada e aí um irresponsável desse, um inconsequente, foi e fez isso com ela”, lamentou. Agora, a família clama por justiça. “Isso não pode ficar assim”, cobrou Nancy.
Ele foi preso em flagrante no local. Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), ele deve responder por atropelamento fatal e embriaguez ao volante.
Dinâmica do acidente
A vítima, que costumava caminhar pelo local para ir até a academia comunitária da região, foi atingida enquanto passava por uma ciclofaixa na Quadra 7.
De acordo com a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), o carro veio do balão, passou por cima do tachão — dispositivo de sinalização horizontal fixado no asfalto conhecido popularmente como olho de gato ou tartaruga — e pegou a vítima em cheio.
Veja o momento do acidente:
Após ser atingida, a costureira foi arrastada até a calçada do outro lado e lançada na parede do comércio. Ela morreu no local do acidente.
O corpo da vítima já foi levado pelo Instituto Médico-Legal (IML) após reconhecimento da família.
A Polícia Civil prossegue com as diligências para esclarecer todas as circunstâncias do fato e adotar as medidas cabíveis.