Absorventes gratuitos no DF: saiba quem pode ter acesso e onde retirar
De 2025 até o final do primeiro trimestre de 2026, mais de 1,4 milhão de absorventes foram distribuídos a diversas regiões do DF
atualizado
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Mulheres cis, pessoas trans e não binárias que menstruam em estão em situação de vulnerabilidade, entre 10 e 49 anos podem retirar gratuitamente absorventes pela rede pública do Distrito Federal (DF). Estudantes das escolas públicas, com cadastro no CadÚnico, também tem acesso gratuito.
Segundo a Secretaria de Saúde (SES-DF), existem no DF, aproximadamente, 320 mil pessoas enquadradas nesses critérios. De 2025 até o final do primeiro trimestre deste ano, mais de 1,4 milhão de absorventes. A distribuição garante dignidade menstrual e desenvolve educação em saúde para combater estigmas e desinformação.
A oferta de absorventes é realizada em todas as unidades básicas de saúde (UBSs) e hospitais do DF. Para a retirada é preciso o preenchimento do requisito da vulnerabilidade, avaliado por um profissional da saúde no acolhimento. Identificada a situação, mesmo que a pessoa não seja cadastrada, como o CadÚnico, será possível retirar.
De acordo com gerente de Atenção à Saúde de Populações em Situação Vulnerável e Programas Especiais da (SES-DF), Denise Ocampos, a oferta gratuita ajuda na prevenção de infecções, reduz o estigma e o sofrimento. “Aumenta a permanência escolar e a inclusão, além dos aspectos econômico e estrutural, reduzindo as desigualdades”, pontuou.
Segundo a gestora, um dos desafios é a falta de conhecimento das pessoas sobre a oferta gratuita e a identificação de quem está autorizado a retirar o material. Há também barreiras, culturais, estigmas, vergonha, dificuldade de acesso a pontos de distribuição, como tempo, transporte e dinheiro.
Dignidade Menstrual
O programa nacional Dignidade Menstrual realiza ações educativas, oferece absorventes gratuitamente a quem vive em situação de vulnerabilidade. No âmbito do projeto, a UBS 15 de Ceilândia, por exemplo, desenvolve atividades focadas em menstruação e saúde sexual nas escolas abrangidas pelo território.
Médica de Saúde da Família e Comunidade, Vilma Gomes reforça a importância da medida educativa para ampliar o diálogo acerca do tema. “Muitas crianças não conversam sobre menstruação em casa por diversos motivos, especialmente pela dificuldade dos responsáveis em abordar ou explicar o assunto”, comentou.
Segundo Vilma, no entanto, os ciclos têm começado cada vez mais cedo, revelando despreparo, dúvidas e medo. Durante a ação na UBS 15 de Ceilândia, as profissionais explicam sobre menstruação de forma acessível e didática, apresentando o absorvente, como utilizá-lo e descartá-lo.
Para incentivar o cuidado e o diálogo, a unidade ainda prepara kits com sabonete líquido e informações. “Por meio dessas atividades, notamos que as meninas sentem mais liberdade para perguntar sobre o tema”, diz Gomes.