8/1: após burlar regras, coronel diz que tornozeleira estava “carregando”

Ao STF, defesa do ex-comandante da PMDF, Klepter Rosa informou que a tornozeleira eletrônica estava “carregando”

atualizado

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1 de 1 imagem colorida do comandante Klepter Rosa - PF prende comandante da PMDF e oficiais denunciados por atos extremistas de 8/01 - Metrópoles - Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

A defesa de Klepter Rosa Gonçalves (foto em destaque), ex-comandante da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e réu pelo 8/1, disse ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o militar não descumpriu nenhuma medida cautelar. Klepter, assim como outros PMs que respondem na Suprema Corte por suposta omissão no atos antidemocráticos, chegou a ser preso, mas foi solto sob a condição de usar tornozeleira.

Na segunda-feira (16/6),  o STF pediu que os advogados de Klepter explicassem um suposto descumprimento do uso do equipamento. A Vara de Execuções Penais do Distrito Federal (VEP-DF) notificou a Corte sobre uma intercorrência com a tornozeleira do ex-comandante que teria ocorrido em abril deste ano.

Na explicação, a defesa afirmou que, na verdade, o item estava “carregando”. “Indica que o monitorado tomou providência imediata para regularização da carga do equipamento”, escreveram os advogados.

“Não há qualquer menção ao tempo de eventual desligamento […]. O acusado vem cumprindo rigorosamente a obrigação de comparecimento semanal à Vara de Execuções Penais”, completa a manifestação.

Omissão no 8/1

Klepter e mais seis integrantes da PMDF são réus no STF por suposta omissão no combate aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.

Em fevereiro de 2024, a Primeira Turma do STF aceitou a denúncia da PGR para tornar réus sete oficiais que integravam a cúpula da PMDF à época dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro.

Segundo a PGR, havia “uma profunda contaminação ideológica de parte dos oficiais da PMDF denunciados, que se mostraram adeptos de teorias conspiratórias sobre fraudes eleitorais e de teorias golpistas”.


Veja quem são os réus:

  • coronel Fábio Augusto Vieira: era comandante-geral da PMDF no dia 8 de janeiro;
  • coronel Klepter Rosa Gonçalves: era subcomandante da PMDF no dia 8 de janeiro e foi nomeado para o cargo de comandante-geral em 15 de fevereiro;
  • coronel Jorge Eduardo Naime Barreto: era comandante do Departamento de Operações em 8 de janeiro, mas tirou licença do cargo em 3 de janeiro;
  • coronel Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra: estava no comando do Departamento de Operações no lugar de Naime, em 8 de janeiro;
  • coronel Marcelo Casimiro Vasconcelos Rodrigues: era chefe do 1º Comando de Policiamento Regional da PMDF em 8 de janeiro;
  • major Flávio Silvestre de Alencar: atuou no dia 8 de janeiro; e
  • tenente Rafael Pereira Martins: atuou no dia 8 de janeiro.

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Ex-comandante do Departamento de Operações (DOp) da PM-DF também foi indiciado no relatório final
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Coronel Klepter Rosa Gonçalves, subcomandante da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) em 8 de janeiro de 2023
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Coronel Klepter Rosa Gonçalves, subcomandante da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) em 8 de janeiro de 2023

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Ex-comandante do Departamento de Operações (DOp) da PM-DF também foi indiciado no relatório final
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Ex-comandante do Departamento de Operações (DOp) da PM-DF também foi indiciado no relatório final

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Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra

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Julgamento adiado

Na última quarta-feira (11/6), a Suprema Corte retirou de pauta o julgamento da cúpula da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) sobre o caso. O julgamento aconteceria na sexta-feira (13/6). Com a retirada da pauta, o STF ainda não definiu uma nova data.

 

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