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(M)dadoscoronavírus

A quarentena na Itália diminuiu o número de contaminados? Saiba

Aumento de novos casos passou de 22%, entre 11 e 12 de março, para 13%, entre 16 e 17 de março

Lucas Marchesini20/03/2020 05:18, atualizado 20/03/2020 12:04
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Ainda é cedo para cravar, mas os primeiros sinais indicam que as fortes restrições impostas pela Itália desaceleraram o número de novos contaminados pelo coronavírus.

Entre 1° e 9 de março, quando foram anunciadas as restrições à circulação no país, a média de crescimento de contaminados de um dia para o outro estava em 24,4%. Desde então, esse valor caiu para 18,2%. A análise é do (M)Dados, núcleo de jornalismo de dados do Metrópoles, com base em informações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Além disso, o número vem caindo paulatinamente desde 12 de março. Nesse dia, houve crescimento de 22,8% na quantidade de contaminados quando comparado ao dia anterior. Em 13 de março, o valor foi de 21,3%. Desde esse momento, as quedas foram sucessivas até chegar a 13%, entre 16 e 17 de março.

A taxa de crescimento no número de contaminados é mais importante do que a quantidade absoluta de pessoas infectadas, destacou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em coletiva de imprensa realizada ontem. O isolamento faz com que essa taxa fique menor e não sobrecarregue o sistema de saúde.

A importância na diminuição dessa taxa de crescimento fica evidente no gráfico a seguir:

Na imagem, a linha em azul representa os casos apurados pelo Ministério da Saúde italiano até 17 de março. A linha em vermelho representa a quantidade de pessoas contaminadas caso a taxa de crescimento volte para os 20% por dia.  Em 26 de março, seriam 144 mil pessoas diagnosticadas com Covid-19.

A linha lilás calcula a quantidade de infectados a partir de uma média de crescimento de 10% ao dia. No mesmo 26 de março, seriam 66 mil casos. A diferença é de 78 mil contaminados a menos.

O efeito das medidas restritivas pode ser bem observado também na China, que zerou a transmissão local da doença. O gráfico abaixo mostra como os novos casos no país diminuíram após uma série de restrições. Enquanto isso, no resto do mundo, o número de contaminados crescia.