Banco Central apresenta novo pedido para realizar seleção: 260 vagas

Bacen espera aval da Fazenda para realizar novo concurso, voltado ao preenchimento de postos em três carreiras. Último edital é de 2013

atualizado 02/06/2020 11:27

Felipe Menezes/Metrópoles

O aguardado concurso do Banco Central (também conhecido por Bacen ou BC) está mais próximo de ocorrer. A instituição confirmou o envio de novo pedido de autorização para preenchimento de postos ao Ministério da Economia. A solicitação segue as mesmas condições do pedido anterior, enviado em 2019.

Desta forma, a intenção é preencher 260 vagas distribuídas entre três carreiras, da seguinte maneira: 200 para analista, 30 para procurador e 30 para técnico, com opções de níveis médio e superior, com iniciais de até R$ 21.472,49

No caso de técnico, é necessário possuir apenas ensino médio. A remuneração inicial é de R$ 7.741,31 por mês, considerando o auxílio-alimentação de R$ 458.

Para analista e procurador, é necessário possuir formação de nível superior em diversas áreas de atuação. Os vencimentos são de R$ 19.655,06 e a R$ 21.472,49, respectivamente, ambos considerando o complemento de R$ 458.

Último edital

Em 2013, o concurso do Banco Central promoveu seleção com 500 vagas, destinadas aos cargos de técnico e analista. Na ocasião, a banca organizadora foi o Cespe/UnB, atual Cebraspe, e a remuneração inicial oscilou entre R$ 5.158,23 e R$ 14.289,24.

A carreira de técnico apresentou 100 oportunidades e estava dividida entre as áreas de suporte técnico-administrativo e segurança institucional. A exigência era de ensino médio completo.

Destinado a profissionais de nível superior, o cargo de analista (400) estava distribuído em seis áreas de conhecimentos: análise e desenvolvimento de sistemas, suporte à infraestrutura de tecnologia da informação, política econômica e monetária, contabilidade e finanças, infraestrutura e logística, e gestão e análise processual.

O processo seletivo do concurso do Bacen (Banco Central) constou de prova objetiva, teste discursivo e análise de títulos – este último apenas para analista. Depois, houve um programa de capacitação aos candidatos aprovados.

Todos os profissionais contratados pelo concurso foram lotados em Brasília (DF), Belém (PA), São Paulo (SP), Salvador (BA) e Porto Alegre (RS).

Mais autonomia

Além do pedido do novo concurso do Bacen, a realização de seleções para o órgão pode se tornar mais viável, em decorrência do Projeto de Lei Complementar nº 19/2019, que visa dar maior autonomia à instituição.

A proposta está na ordem do dia para votação no Senado. A intenção inicial era apreciar a matéria em 10 de março, com discussão em turno único, mas vem sendo adiada em decorrência de prioridades para temas considerados mais urgentes, em decorrência da pandemia do novo coronavírus.

Com a proposta, além do controle da inflação, o Bacen passará a ter mais dois objetivos: suavizar as flutuações do nível de atividade econômica e zelar pela solidez do sistema financeiro.

A proposta também fixa em quatro anos o mandato para os dirigentes da instituição, com a possibilidade de uma recondução, e determina que o mandato do presidente do BC comece no primeiro dia útil do terceiro ano do mandato do presidente da República.

Além desse projeto, outro semelhante tramita na Câmara dos Deputados. Trata-se do Projeto de Lei Complementar nº 112/2019, que está parado na Coordenação de Comissões Permanentes desde junho de 2019. A diferença é que a proposta na Câmara transfere competências sobre política monetária do Conselho Monetário Nacional para o Banco Central, ponto que não é tratado na proposta que será votada no Senado.

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