
Mario Frias abraça Nunes e Tarcísio durante ato em SP.
Investigado no Caso Dark Horse, Mario Frias esteve em ato de campanha de Tarcísio. Na multidão, ele abraçou o governador e Ricardo Nunes

Alvo da Operação Make Up, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em 10 de setembro, o deputado federal e candidato à reeleição Mário Frias (PL) esteve presente nesta sexta-feira (2/10) em ato de campanha do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). O parlamentar entrou na multidão e foi ao encontro de Tarcísio e do prefeito Ricardo Nunes (MDB) para cumprimentar os aliados.
O ato de campanha em que ocorreu o encontro ocorreu na na Praça do Patriarca, em frente à Prefeitura de São Paulo, na região central da capital. É um dos últimos eventos da campanha à reeleição de Tarcísio, que pelas pesquisas aparece com larga vantagem na disputa contra Fernando Haddad (PT) pelo governo paulista. Os últimos levantamentos apontam vitória do governador já no primeiro turno.
Em investigação que mira o filme Dark Horse, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), cita um relatório da PF que aponta Mario Frias como integrante de uma possível organização criminosa utilizada para desviar recursos públicos para bancar a produção audiovisual.
Em meio à campanha de reeleição, deputado foi alvo de busca e apreensão da PF junto com a empresária Karina da Gama, sócia da Go Up Entertainment, produtora de Dark Horse. Secretário de cultura do governo Bolsonaro, Frias é um dos produtores do filme sobre. Ele nega irregularidades e diz que vai colaborar com as investigações. Afirma ainda que o caso será arquivado.
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De acordo com as investigações, o parlamentar teria direcionado R$ 2 milhões, através de duas emendas parlamentares, para o Instituto Conhecer Brasil (ICB), também presidido por Karina Gama.
A PF aponta indícios de uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados que teria direcionado parte dos recursos recebidos para empresas subcontratadas irregularmente, sem comprovação da efetiva prestação dos serviços.
O ICB mantém um contrato de R$ 157 milhões com a gestão Ricardo Nunes para a contratação e instalação de Wi-Fi em comunidades periféricas da cidade. O acordo também está na mira de investigações que apuram possíveis irregularidades no termo de colaboração firmado entre a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (SMIT) e o ICB.
No dia da operação, Mario Frias publicou um vídeo em que classificou a ação como “cortina de fumaça”.



