Dark Horse: Dino cita Frias como "líder de suposta arquitetura criminosa"
Investigação analisou movimentações financeiras do deputado Mario Frias e de empresas paulistas. Há suspeita de fraude e lavagem de dinheiro

Investigação da Polícia Civil de São Paulo sobre emendas parlamentares destinadas a empresas paulistas aponta o deputado federal Mario Frias (PL) como agente central de suposto esquema de fraude contratual, emprego irregular de verbas públicas e lavagem de dinheiro.
O documento teve o sigilo derrubado neste domingo (13/9) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino. Os investigadores analisaram movimentações financeiras envolvendo o deputado, o Instituto Conhecer Brasil (ICB), a empresa Complexsys e a Academia Nacional de Cultura (ANC).

Receba no seu email as notícias de Metrópoles SP
Frequência de envio: Diário
Ver todasO deputado destinou emendas parlamentares para o ICB, da empresária Karina Gama, que também é sócia da Go Up Entertainment, responsável pelo filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo as autoridades, o ICB, por sua vez, contratou empresas para prestar serviços técnicos, mas o dinheiro foi repassado de volta para o instituto.
O parlamentar é apontado na investigação como “participante ativo da engrenagem financeira sob investigação, realizando movimentações incompatíveis com sua capacidade econômica conhecida”. O ministro Flávio Dino, em sua decisão deste domingo, segue citando que, “em verdade, há fortes indícios de uma única organização criminosa, estruturada para captar, disseminar e ocultar recursos provenientes de verbas públicas, na qual o Deputado Federal Mário Frias figura como agente central”.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SP“Há a alusão reiterada, no itinerário delituoso, a um deputado federal, o Sr. Mário Frias, que – no terreno hipotético da investigação – ocuparia um papel de liderança na suposta arquitetura criminosa”, assinalou o magistrado.
Dino determinou que o secretário de Segurança de São Paulo entregue à Polícia Federal todo o material extraído dos celulares das pessoas físicas e jurídicas investigadas, que foram apreendidos em junho deste ano.
O Metrópoles entrou em contato com a assessoria do deputado Mario Frias e aguarda retorno. O espaço segue aberto para manifestações.



