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Vinicius Passarelli

Com líder preso, União é escanteado por Tarcísio na montagem de governo

Tarcísio tem intensificado negociações para a montagem de seu novo mandato com partidos como PP, MDB e Podemos. União não foi procurado

06/11/2026 12:07
Caiuá Maia / Divulgação Campanha Tarcísio de Freitas
Tarcísio participa do lançamento das candidaturas de Alexandre Leite a deputado estadual e Milton Leite Filho a deputado federal - Metrópoles

Com sua principal liderança no estado presa desde setembro, o União Brasil tem sido escanteado por Tarcísio de Freitas (Republicanos) nas conversas para a montagem do novo mandato do governador de São Paulo.

Nos últimos dias, Tarcísio intensificou as articulações com os principais partidos que compõem sua base de apoio, como PL, PP, MDB e Podemos, para o desenho do secretariado do próximo mandato. O União, no entanto, ainda não foi chamado. O PSD de Gilberto Kassab também acompanha as conversas, mas a tendência é que a legenda diminua de tamanho em relação ao atual mandato.

Lideranças do União avaliam que o grupo político de Tarcísio deve fechar os principais acordos políticos antes da saída do ex-vereador Milton Leite da prisão. Existe a expectativa de que o dirigente partidário deixe a cadeia no dia 18 de novembro, que é quando vence o prazo da prisão temporária.

O ex-vereador é investigado no âmbito de operação que apura suposto envolvimento do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte da capital.

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De acordo com interlocutores de Tarcísio, o governador tem se movimentado para aproxima os partidos da base para seu entorno. O objetivo é pavimentar a construção de alianças visando o próximo ciclo até a eleição de 2030.

Montagem do governo

Nessa quinta-feira (5/11), Tarcísio se reuniu com o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, e com o presidente estadual da sigla, Maurício Neves. Próximo de quadros do partido, a tendência é que o delegado Nico Gonçalves seja mantido como secretário da Segurança Pública. O nome do policial tem sido citado para a chapa apoiada por Tarcísio que disputará da Prefeitura de São Paulo em 2028.

O MDB de Ricardo Nunes deve ganhar espaço. Uma das pastas que deve ir para a legenda é a Saúde. O atual titular, Eleuses Paiva (PSD), já comunicou a Tarcísio que deixará o cargo. Os mais cotados para assumir são o secretário municipal da Saúde, Luiz Carlos Zamarco, ou o seu secretário-adjunto, Mauríco Serpa.

Há também especulações sobre outras secretarias que o MDB poderia assumir, como Habitação ou Educação. Neste caso, o deputado federal João Cury seria o nome mais indicado. Caso Cury assuma alguma secretaria, o ex-secretário de Segurança Urbana, Orlando Morando, primeiro suplente do partido, entra em uma das cadeiras do MDB na Câmara dos Deputados.

Aliados mais próximos de Tarcísio, no entanto, afirmam que o governador tem confiança nos secretários Renato Feder (Educação) e Marcelo Branco (Habitação), e que é possível que eles sejam mantidos.

O Novo deve ser contemplado com a Secretaria de Justiça, com o deputado federal Ricardo Salles. O acordo foi encaminhado nesta semana e será um gesto de Tarcísio após Salles ter retirado sua candidatura ao Senado e, consequentemente, ajudado na eleição de Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL).

Na articulação política, o governador pode alçar a “supersecretária” Natália Resende, atual titular do Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, para a Casa Civil. Presidente estadual do Republicanos e considerado o “homem forte” de Tarcísio neste momento, Roberto Carneiro deve ser mantido na Secretaria de Governo e Relações Institucionais.

Outro partido que já conversou com Tarcísio é o Podemos de Renata Abreu. Segundo aliados, o deputado estadual eleito Rogério Lins é um dos cotados para assumir a Secretaria de Esportes. Ex-prefeito de Osasco, Lins foi o titular da mesma pasta na gestão Ricardo Nunes (MDB).

Já o PSDB, que também ajudou na vitória em primeiro turno de Tarcísio com a retirada da pré-candidatura do ex-prefeito de Santo André, Paulo Serra, ao governo paulista, foi agraciado com a presidência da Fundação Casa, com Acacio Miranda. Aliado de Serra, Miranda ocupou os cargos como secretário municipal de Planejamento Estratégico e Licenciamento, Saúde e Infraestrutura e Obras em Santo André.