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Vinicius Passarelli

Permanência de auxiliar indica guinada política de Tarcísio, dizem aliados

Presença de Carneiro na articulação política de Tarcísio é lida por aliados como parte da construção de possível candidatura em 2030

04/11/2026 04:30
Divulgação / Republicanos
Roberto Carneiro deixará temporariamente a Secretaria de Governo para atuar na campanha à reeleição do governador Tarcísio de Freitas - Metrópoles

A permanência de Roberto Carneiro, presidente estadual do Republicanos, no Governo de São Paulo indica que Tarcísio de Freitas adotará um perfil mais político e de maior interlocução com os partidos da base no seu segundo mandato. É o que avaliam auxiliares e aliados próximos do governador paulista.

A entrada de Carneiro na gestão ocorreu às vésperas da pré-campanha eleitoral e após a saída de Gilberto Kassab (PSD) do governo. Tido como um político habilidoso nos bastidores e de bom trânsito em diferentes partidos, Carneiro primeiro foi nomeado como secretário da Casa Civil e, depois, foi transferido para a pasta de Governo e Relações Institucionais, antigo posto de Kassab.


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O objetivo à época era justamente melhorar a articulação política no Palácio dos Bandeirantes. Depois, Carneiro deixou o secretariado para focar nas costuras da campanha eleitoral de Tarcísio e do Republicanos.

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Após a reeleição do governador, garantida ainda no primeiro turno da disputa contra Fernando Haddad (PT), passou a circular a informação de que Carneiro poderia não retornar ao governo paulista para atuar novamente no governo do Espírito Santo, seu berço político e onde já ocupou a Casa Civil durante a gestão do governador Paulo Hartung, entre 2015 e 2018.

Em 2027, o Republicanos voltará a governar o estado capixaba após a vitória de Lorenzo Pazolini, que bateu o atual governador Ricardo Ferraço (MDB) no segundo turno.

Aliados próximos de Tarcísio, no entanto, afirmam que Carneiro deve permanecer como “homem forte” da articulação política do governo paulista para os próximos anos.

A permanência tem sido lida por aliados como uma sinalização de que o governador apostará em uma abordagem mais próxima junto as partidos da base, visando inclusive a construção de uma possível candidatura de direita alternativa ao PL e ao “bolsonarismo raiz” ao Palácio do Planalto em 2030.