Após focar em campanha de Flávio, Tarcísio começa a estruturar novo mandato
Tarcísio adiou conversas sobre montagem do novo secretariado para focar na campanha de Flávio Bolsonaro no segundo turno
26/10/2026 04:30

Com o fim das eleições presidenciais, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), vai começar a montagem do seu novo mandato, que começará em janeiro de 2027. Reeleito ainda no primeiro turno, Tarcísio adiou o início das conversas sobre o novo secretariado para depois do segundo turno do pleito presidencial, para focar na campanha de Flávio Bolsonaro (PL).
O governador paulista participou ativamente da mobilização da campanha do senador e acompanhou Flávio durante atos em diferentes capitais brasileiras neste segundo turno, como Goiânia, Porta Alegre, Vitória, Salvador, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.
Agora, de acordo com auxiliares, Tarcísio voltará o foco ao governo e passar a definir as mudanças na equipe para a próxima gestão. Uma das primeiras a ser confirmada deve ser a saída do secretário da Saúde, Eleuses Paiva (PSD), que já comunicou ao governador que deixará o governo. Entre os cotados para assumir o posto, estão o secretário municipal da Saúde, Luiz Carlos Zamarco, e o secretário-adjunto da pasta, Maurício Serpa.
Aliados de Tarcísio apontam que o MDB deve ganhar espaço no governo paulista, após o grupo político do prefeito Ricardo Nunes (MDB) ter atuado diretamente na coordenação da campanha de reeleição do governador. Outro entendimento dentro do Palácio dos Bandeirantes é de que o PSD de Gilberto Kassab deverá perder espaço.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA interlocutores, Tarcísio tem acenado que não pretende fazer grandes mudanças e que manterá parte significativa da equipe. Alguns podem ser transferidos de cargo. A secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, por exemplo, é citada como uma das que pode ganhar mais projeção no segundo mandato.
Auxiliares próximos afirmam que o governador deve manter o “perfil técnico” da equipe e evitar distribuição de cargos por critérios políticos ou partidários.

