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Vinicius Passarelli

Aliados de Kassab classificam aproximação com Lula como "lição" ao Centrão

Aliados leem acenos entre Luiz Inácio Lula da Silva e Gilberto Kassab como uma sinalização do petista para partidos do Centrão

06/11/2026 04:30
Governo do Estado de São Paulo/Divulgação
Gilberto Kassab

Os acenos entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Gilberto Kassab (PSD) têm sido lido por aliados de ambos como uma “lição” do petista para os outros partidos do Centrão. A leitura é de que o PSD deve ser premiado com mais espaço no quarto mandato de Lula após ser o única legenda fora da esquerda que não aderiu à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno.

Aliados próximos de Kassab têm defendido que ele seja ministro de Lula. Em entrevistas recentes, o chefe do PSD tem sinalizado em fazer parte da base aliada do petista e externado a avaliação de que, ao contrário do consenso atual, o presidente não terá problemas de governabilidade ao conseguir atrair o centro e isolar o PL.

Outro fator que tem aproximado PSD e Lula é o fato de a legenda ter apoiado a reeleição de Hugo Motta na presidência da Câmara dos Deputados. Petistas leram o movimento como um sinal de que o partido de Kassab estaria disposto a estar na mesma fileira do governo nos embates com o PL.

O afastamento entre Kassab e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também é citado como um elemento que pode facilitar as conversas entre o PSD e Lula. O partido deve perder boa parte do espaço que teve no Palácio dos Bandeirantes ao longo do primeiro mandato de Tarcísio.

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Com Kassab fora da “cozinha” do governador paulista, as costuras ficariam mais fáceis com o governo Lula, uma vez que Tarcísio é tratado como uma das principais figuras da oposição ao petista no próximo mandato.