Tácio Lorran

Sargento da PMDF é condenado a 34 anos de prisão por estuprar crianças

Rodrigo Rodrigues Rabelo, da PMDF, também teria agredido fisicamente uma das vítimas

atualizado

metropoles.com

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Andre Borges/Agência Brasília – Arquivo
Polícia Militar PMDF
1 de 1 Polícia Militar PMDF - Foto: Andre Borges/Agência Brasília – Arquivo

O primeiro sargento da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) Rodrigo Rodrigues Rabelo foi condenado a 34 anos, 4 meses e 24 dias de prisão em regime fechado em processos distintos, após estuprar duas crianças. Uma delas, um menino, teria de 6 a 7 anos à época dos fatos e também sofria agressões. No caso da garota, os abusos teriam ocorrido dos 11 aos 14 anos.

A coluna obteve a íntegra dos processos, que tramitam em segredo de Justiça.

Uma das vítimas contou que o policial militar fazia carícias em lugares inapropriados, na genitália e no bumbum, e que, certa noite, enquanto ela estava dormindo, Rodrigo Rabelo segurou seus braços e, em seguida, introduziu os dedos e o pênis na vagina dela.

A criança contou também que fazia uso de medicação para dormir. Além disso, relatou que se sentia amedrontada pois o sargento da PMDF portava arma de fogo.

Neste caso, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) só condenou o sargento da PMDF em 2ª instância: 20 anos de prisão, mais indenização de um salário mínimo por danos morais. Essa decisão reformou a sentença em 1º grau, que o havia absolvido.

Foto colorida TJDFT - Metrópoles

Já os abusos contra a outra vítima levaram a uma condenação de 14 anos, 4 meses e 24 dias, mais R$ 5 mil como indenização, em 1ª e em 2ª instâncias. Os abusos ocorreram na residência da vítima ao longo de diversas datas, de acordo com denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

Rodrigo Rabelo, da PMDF, também agredia a criança fisicamente, segundo a denúncia, deixando marcas no corpo dela:

“Os abusos se iniciaram quando a vítima contava com 6 anos de idade e se findaram aos 7 anos de idade e consistiam em introduzir o dedo indicador e o médio de forma conjunta em seu ânus, de modo parcial, sob o pretexto de passar-lhe pomada para assaduras, causando-lhe dor, após despir-lhe a roupa de baixo”, diz trecho da decisão de primeira instância, obtida pela coluna.

As condutas criminosas teriam sido reveladas pela vítima à mãe após ouvir de uma professora que é errado alguém mexer nas partes íntimas de outra pessoa.

Em interrogatório, o sargento da PMDF disse que nunca aliciou a criança e que passava a pomada para assadura apenas na intenção de cuidado. Sobre as agressões, o policial militar alegou que seu intuito era “corrigir o menor por sua má conduta”.

O que diz a PMDF e a defesa do policial condenado por estupros

Procurada pela coluna, a defesa de Rodrigo Rabelo informou que irá se abster de comentar o conteúdo da reportagem em razão do sigilo do processo. “A divulgação da matéria é no mínimo ilegal e desrespeitosa, haja vista a violação do sigilo processual”, escreveu.

Já a Polícia Militar do Distrito Federal informou que aguarda a notificação oficial da sentença para adotar as providências cabíveis, em estrita observância ao devido processo legal e aos princípios que regem a Administração Pública.

“A corporação reforça seu compromisso com a legalidade, a ética e a disciplina, e reitera que não compactua com qualquer tipo de desvio de conduta por parte de seus integrantes”, acrescentou a corporação.

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