PM investigado por integrar milícia foi cabo eleitoral de deputados no RJ
Acusado de integrar a milícia de Juninho Varão, o PM Carlos Luis Torres Correia atuou nas campanhas de Felipinho Ravis e Juninho do Pneu

O PM Carlos Luis Torres Correia, cabo eleitoral dos deputados Felipinho Ravis, do PP, e Juninho do Pneu, do PSDB, foi alvo de uma operação da Polícia Civil fluminense contra a milícia em Nova Iguaçu (RJ), nesta quarta-feira (14/10).
Conhecido como “Carlão”, o PM foi alvo de um mandado de busca e apreensão por suspeita de integrar a milícia de Juninho Varão. O grupo criminoso ameaçava moradores do Condomínio Jardim Guandu a pagarem taxas de segurança que movimentavam de R$ 80 mil a R$ 100 mil por mês.
Segundo as investigações, Carlão exercia influência na administração do condomínio e mantinha contato direto com o comando do grupo. Em posicionamento divulgado em suas redes sociais, ele negou envolvimento com a milícia que age no condomínio e afirmou que está contribuindo com as investigações.
Carlão atuou diretamente nas campanhas de Felipinho Ravis e Juninho do Pneu em Nova Iguaçu. Apesar de estar na ativa, segundo informações do Portal da Transparência do governo do Rio de Janeiro, o PM aparece em vídeos coordenando ações de panfletagem e eventos das campanhas dos deputados, que foram eleitos no primeiro domingo de outubro.
Carlão é lotado no 7º Batalhão de Polícia Militar, em São Gonçalo (RJ), berço eleitoral do governador eleito pelo PL, Douglas Ruas. O PM chegou, inclusive, a publicar uma foto em seu Instagram, gerada por IA, parabenizando o novo chefe do Palácio Guanabara.
Carlão é terceiro-sargento da Polícia Militar do Rio de Janeiro e recebe um salário de R$ 8,8 mil por mês. Apesar de ser lotado em São Gonçalo, a atuação política do PM é do outro lado do estado, em Nova Iguaçu. Além de ser acusado de integrar uma milícia no município, Carlão tentou uma vaga de vereador na cidade em 2024 pelo Solidariedade.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesProcurada, a PM não se manifestou. O espaço segue aberto para manifestações.

Felipinho Ravis empregou PM ligado ao TCP
Deputado estadual eleito pelo PP, Felipinho Ravis nomeou em seu gabinete o ex-PM Marcel Rodrigues Fernandes. Ele foi alvo da Polícia Federal na última semana por integrar um esquema de venda de fuzis para o Terceiro Comando Puro (TCP). A facção é a principal aliada da milícia em diversas comunidades do Rio de Janeiro.
Marcel era nomeado no gabinete do deputado Felipinho Ravis como Assessor Parlamentar II e recebia R$ 8,1 mil por mês. Felipinho Ravis foi reeleito com 93 mil votos.
O ex-PM deixou a Alerj em outubro de 2025 e, em seguida, foi nomeado no Detran. No órgão, ele tinha um salário mensal de R$ 12,3 mil. Em maio deste ano, Marcel Rodrigues Fernandes foi exonerado pela gestão de Ricardo Couto.













