
Tácio LorranColunas

Moraes estabelece dias em que Michele e filhos podem visitar Bolsonaro
Alexandre de Moraes também liberou assistência religiosa a Jair Bolsonaro uma vez por semana
atualizado
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Ao decidir pela transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a Papudinha nesta quinta-feira (15/1), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), estabeleceu que a esposa e os filhos dele só podem visitá-lo às quartas e quinta-feiras. O magistrado fixou uma janela das 8h às 16h para os parentes.
“A visitação semanal permanente, respeitados os procedimentos do estabelecimento prisional, da esposa Michelle de Paula Firmo Reinaldo Bolsonaro, dos filhos Carlos Nantes Bolsonaro, Flávio Nantes Bolsonaro, Jair Renan Valle Bolsonaro e Laura Firmo Bolsonaro e da enteada Leticia Marianna Firmo da Silva, às quartas e quintas-feiras, nos horários de 8h às 10h; 11 às 13h; ou 14h às 16h”, assinalou o magistrado.
Alexandre de Moraes também liberou assistência religiosa a Jair Bolsonaro uma vez por semana, individualmente, com o bispo Robson Lemos Rodovalho e com o pastor Thiago de Araújo Macieira Manzoni, às terças ou às sextas-feiras, com duração de uma hora.
Bispo Rodovalho, como é conhecido, é presidente da Sarah Nossa Terra. Já Thiago Manzoni é deputado distrital pelo PL.
Ainda na decisão, Alexandre de Moraes autorizou que Bolsonaro faça sessões de fisioterapia. O tratamento, no entanto, acontecerá nos horários e dias da semana indicados pelos médicos, “com prévio cadastramento do fisioterapeuta e comunicação ao juízo”.
A determinação de Moraes é para que Bolsonaro cumpra pena privativa de liberdade de 27 anos e 3 meses por trama golpista no novo local, onde estão presos o ex-ministro da Justiça de Bolsonaro, Anderson Torres, e o ex-chefe da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques. Bolsonaro, no entanto, ficará em cela separada.
Jair Bolsonaro estava preso na Superintendência Regional da Polícia Federal (PF) do Distrito Federal até a tarde desta quinta-feira. Agora, o ex-presidente ficará na Sala de Estado Maior da Papudinha, uma vez que já ocupou a presidência da República.
Bolsonaro foi condenado no inquérito da trama golpista
O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão no inquérito da trama golpista em 11 de setembro. Na ocasião, o ex-presidente estava em prisão domiciliar por decisão de Moraes, que avaliou a possibilidade de fuga.
Bolsonaro é o primeiro ex-presidente brasileiro a ser condenado por crimes contra a democracia. A lista inclui organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.














