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Bolsonaro pede assistência religiosa a deputado que abrigou ex-assessor de Braga Netto

A defesa de Jair Bolsonaro enviou pedido a Alexandre de Moraes para ter atendimento religioso de duas pessoas na prisão, incluindo deputado

atualizado

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thiago manzoni e bolsonaro
1 de 1 thiago manzoni e bolsonaro - Foto: Reprodução/Instagram

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), assistência religiosa de dois nomes conhecidos da capital federal: do Bispo Rodovalho, presidente da Sarah Nossa Terra, e do deputado distrital Thiago Manzoni (PL).

Nos nomes listados como ministros religiosos que devem ser autorizados para atuar no acompanhamento junto a Bolsonaro dentro da prisão, o parlamentar foi indicado como Pastor Thiago de Araújo Macieira Manzoni. Ele é pastor da IDE, igreja localizada no Jardim Botânico.

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Coronel Flávio Botelho Peregrino, ex-assessor de Braga Netto
Thiago Manzoni
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Coronel Flávio Botelho Peregrino, ex-assessor de Braga Netto
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Coronel Flávio Botelho Peregrino, ex-assessor de Braga Netto

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Aliado de Bolsonaro, o deputado abrigou em seu gabinete, em agosto de 2024, Flávio Peregrino, ex-assessor do ex-ministro da Defesa Braga Netto. Coronel do Exército, Peregrino foi alvo de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal em dezembro de 2024, em operação que investigou tentativa de golpe de Estado e obstrução de Justiça.

Por um ano, ele ocupou na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) o cargo CL-03, que tem remuneração de R$ 6.039,65. O coronel foi exonerado, a pedido, em agosto de 2025.

Assistência religiosa

Na noite desta quinta-feira (8/1), Bolsonaro pediu ao STF para ter acesso à assistência religiosa na prisão onde cumpre pena, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

“A liberdade religiosa constitui direito fundamental assegurado a todos os cidadãos, inclusive àqueles que se encontram sob custódia estatal. Tal garantia abrange não apenas a preservação das convicções pessoais, mas também o pleno exercício da fé, mediante acompanhamento espiritual prestado por ministros religiosos de confiança do assistido”, afirmou a defesa no pedido.

Os advogados ainda lembraram que, durante o período no qual Bolsonaro ficou em prisão domiciliar, teve acesso, de forma regular, a acompanhamento espiritual semanal, sem que houvesse qualquer incidente.

Porém, ressaltou que a transferência do ex-presidente para o regime fechado, na Superintendência, tornou-se inviável a continuidade desse acompanhamento religioso, em razão das restrições próprias ao regime de custódia.

Em seguida, os advogados indicaram os dois nomes para serem os religiosos responsáveis por acompanhar Bolsonaro, se autorizado por Moraes.

Individual

O pedido da defesa é para que o atendimento espiritual seja realizado de forma individual, com supervisão institucional, sem qualquer interferência na rotina do estabelecimento.

Bolsonaro está preso em Sala de Estado Maior, na Superintendência da PF desde 22 de novembro. O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e 3 meses por condenação em trama golpista.

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