Tácio Lorran

Militar é condenado por assédio sexual a trans: “Se der mole te racho”

O suboficial da Marinha teria puxado a cabo pelo braço e a assediado durante um curso de formação

atualizado

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Joédson Alves/Agência Brasil
Brasília (DF), 03/02/2026 – Fachada do Superior Tribunal Miliatr (STM), hoje a presidenta do Superior Tribunal Militar ministra Maria Elizabeth Rocha, falou para jornalistas sobre o rito que o tribunal irá fazer durante o julgamento da perda dos postos e patentes de Bolsonaro, Heleno, Braga Netto e outros condenados por trama golpista. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
1 de 1 Brasília (DF), 03/02/2026 – Fachada do Superior Tribunal Miliatr (STM), hoje a presidenta do Superior Tribunal Militar ministra Maria Elizabeth Rocha, falou para jornalistas sobre o rito que o tribunal irá fazer durante o julgamento da perda dos postos e patentes de Bolsonaro, Heleno, Braga Netto e outros condenados por trama golpista. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil - Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O Supremo Tribunal Millitar (STM) manteve a condenação de um suboficial da Marinha por assédio sexual contra uma cabo transexual. Segundo a denúncia, o crime ocorreu durante curso de formação realizado em uma escola da força naval no Rio de Janeiro, em 2024.

A condenação, mantida por unanimidade pelo STM, é de um ano de detenção em regime aberto. O STM também manteve as medidas protetivas impostas durante a tramitação do processo, proibindo o militar de manter contato com a vítima e de se aproximar dela.

Na ocasião do crime, o suboficial da Marinha era comandante de companhia. Ele teria puxado a cabo pelo braço e dito em voz baixa: “Na época do navio eu não tinha coragem de te rachar, mas agora que você é mulher, se você der mole eu te racho”.

O relator do caso, o ministro Péricles Aurélio Lima de Queiroz, considerou em seu voto que a vítima descreveu “com precisão as circunstâncias de tempo, lugar e modo de execução da conduta”. O magistrado ressaltou ainda que a reação imediata da cabo após o episódio reforçou a credibilidade da narrativa apresentada em juízo.

No voto, o magistrado observou que a militar procurou sua comandante logo após os fatos, ainda emocionalmente abalada, relatando o ocorrido de maneira compatível “com quem efetivamente sofreu uma agressão de natureza sexual”.

O relator também afastou a tese da defesa do militar de insuficiência de provas. A defesa sustentava que nenhuma testemunha presenciou diretamente a conversa entre acusado e vítima e que os depoimentos apenas reproduziam relatos indiretos.

O relator considerou que os testemunhos foram relevantes justamente por confirmarem o impacto imediato causado pelo episódio. Em seu voto, destacou que os relatos “conferem consistência temporal e circunstancial à narrativa da ofendida”, demonstrando que ela comunicou rapidamente o caso à cadeia de comando, que adotou providências administrativas e investigativas.

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