
Tácio LorranColunas

Justiça manda soltar policial do RJ que furtou fuzil de R$ 30 mil
Além de furtar fuzil de R$ 30 mil, o policial Marcelo Luiz do Amaral retirou peças de um carro roubado por traficantes do Complexo do Alemão
atualizado
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A Justiça do Rio de Janeiro mandou soltar o policial militar Marcelo Luiz do Amaral, que foi denunciado pelo Ministério Público fluminense por furtar peças de um carro roubado e subtrair um fuzil deixado por traficantes na Operação Contenção, em outubro de 2025.
A decisão é de maio deste ano e fez com que o agente voltasse a atuar na PM em um cargo administrativo.
Além de Marcelo Luiz do Amaral, foi solto também, em março, o PM Vilson dos Santos Martins, que é acusado de participar do furto do celular de uma moradora e de obstruir a gravação de sua câmera corporal para não captar o roubo do fuzil por Amaral e outros policiais. Amaral havia sido preso em novembro de 2025, e Martins, em janeiro de 2026.
O relator do caso, o desembargador Antônio Carlos Nascimento Amado, alegou que os policiais não representam risco de interferência nas investigações. Os dois voltaram a atuar na Polícia Militar do Rio de Janeiro em cargos administrativos. Martins e Amaral estão proibidos de conversar — mas os dois estão em liberdade e sem qualquer monitoramento.
O MPRJ se manifestou contra a soltura de Marcelo Luiz do Amaral. O PM aparece em gravações de câmeras corporais tirando peças de uma Fiat Toro roubada por traficantes do Complexo do Alemão e combinando com outros policiais como esconderia um fuzil AK-47, avaliado em R$ 30 mil.
Após a análise das imagens de câmeras corporais de diversos policiais, a Corregedoria da Polícia Militar reconheceu que, dos 19 fuzis apreendidos na casa de uma moradora, um deles não foi apresentado. Martins, Amaral e outros dois policiais são alvos de processos administrativos disciplinares na corporação.
A Operação Contenção foi a mais letal da história do Rio de Janeiro, podendo ser considerada, inclusive, um massacre devido às 121 mortes. Com um efetivo de mais de 2 mil militares, 113 pessoas foram presas, mas o alvo principal, o traficante Doca, conseguiu escapar.











