Amiga de Lulinha sai em defesa de produtora de filme sobre Jair Bolsonaro
Investigada na farra do INSS, Roberta Luchsinger prestou solidariedade à Karina da Gama, produtora de Dark Horse, alvo do caso Banco Master

A empresária Roberta Luchsinger foi às redes sociais defender Karina Ferreira da Gama, produtora do filme Dark Horse, que retrata a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Roberta e Karina são alvo das duas principais investigações da Polícia Federal (PF), que mexeram no tabuleiro eleitoral e geraram uma crise no Supremo Tribunal Federal (STF).
Roberta é investigada por ter usado sua relação com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, para ter vantagens no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pai de Fábio. Já Karina é suspeita de ter desviado recursos públicos por meio de ONGs de fachada e da própria produção de Dark Horse.
No Instagram, Roberta disse que ambas eram alvos de ataques machistas e misóginos. Disse ainda, que não defende particularmente Karina, mas sim o devido processo legal.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“Espero que a produtora do filme Dark Horse, Karina Gama, que está sendo investigada, não seja previamente julgada, condenada ou massacrada pela opinião pública antes que os fatos sejam devidamente apurados, assim como fui e tenho sido”, opinou Roberta.
Investigações sobre Roberta
No inquérito que investiga os descontos indevidos do INSS, Roberta aparece em conversas com Lulinha sobre uma empresa de cannabis medicinal de Antonio Carlos Camilo Antunes, lobista que ficou conhecido como Careca do INSS.
A defesa de Lulinha admitiu que o filho do presidente foi pago pelo Careca para ir a Portugal conhecer a sede da empresa.
Recentemente, conversas vazadas da investigação da PF mostram que Roberta comprou jóias para Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, um dos assessores mais próximos do presidente. Ele afirmou que tratavam-se de um empréstimo de R$ 249 mil, que já teria sido quitado.
Investigações sobre Karina
Karina é investigada por ter desviado recursos do filme Dark Horse, que recebeu pagamentos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
O candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) pediu explicitamente pagamentos ao ex-dono do Banco Master, que transferiu ao menos 12 milhões de dólares para o filme.
Por meio de ONGs, Karina também fez um contrato de mais de R$ 100 milhões com a Prefeitura de São Paulo e recebeu recursos de emendas parlamentares de deputados bolsonaristas.
O deputado Mário Frias (PL), roteirista de Dark Horse, enviou R$ 2 milhões para insituições de Karina.
Os dois casos, do INSS e do Banco Master, estavam sob relatoria do ministro André Mendonça, do STF. O presidente da Corte, Edson Fachin, pediu para assumir a relatoria das investigações em meio a atritos, em especial, entre Mendonça e Alexandre de Moraes.





