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Ramiro Brites

Produtora de Dark Horse contratou USP para capacitação em impressoras 3D

Karina Ferreira da Gama, produtora do filme Dark Horse, fez convênio com a USP em 2024 por meio do ICB, alvo da Polícia Federal desde 2025

11/09/2026 04:30
Reprodução
A produtora do filme Dark Horse, Karina Ferreira da Gama

Karina Ferreira da Gama, produtora de Dark Horse, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), fechou convênio com a Universidade de São Paulo (USP) para capacitar professores para que ensinem os alunos a usar impressoras 3D.

O convênio foi assinado em 23 de maio de 2024, teve duração de um ano, e foi publicado no Diário Oficial paulista no dia seguinte. O valor do contrato é de R$ 180 mil e prevê acompanhamento pedagógico do programa Escola do Futuro ao projeto Desafio DF, desenvolvido pela ONG de Karina, o Instituto Conhecer Brasil (ICB), em 16 escolas do Distrito Federal.

Karina e seu ex-marido, Wemerson Marinho da Gama, foram alvo da Polícia Federal (PF) na quinta-feira (10/9) por supostos desvios de emendas parlamentares do deputado federal Mário Frias (PL).

Escola do Futuro e ECA

A Escola do Futuro é um programa de extensão vinculado à Escola de Comunicações e Artes (ECA), da USP. Segundo a coordenadora do núcleo de extensão, a professora Brasilina Passarelli, em 2024, época da assinatura do convênio, não havia nada público que desabonasse o ICB e Karina.

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A produtora de Dark Horse ganhou notoriedade a partir de uma investigação sobre supostos desvios de um contrato de R$ 100 milhões para instalação de pontos de Wi-Fi na periferia de São Paulo.

Karina procurou a Escola do Futuro junto com o ex-marido, em 2023. Eles souberam que o projeto de extensão da USP trabalhava com a cultura maker – movimento que incentiva pessoas comuns a criar, consertar, modificar e fabricar seus próprios objetos e produtos usando a criatividade e ferramentas acessíveis.

No ano seguinte, foi firmado o convênio entre o ICB e a USP. A Escola do Futuro forneceu vídeos de formação e supervisão pedagógica à equipe do instituto de Karina para o uso de tecnologias, como a impressora 3D.

“Era um trabalho que chamamos de formar o formador”, resumiu Brasilina, a coordenadora da Escola do Futuro. “Não teve contato [presencial]. Eu não fui para Brasília. Ninguém da equipe foi”, explicou a professora da USP.

Brasilina disse ainda que o contrato passou por várias etapas antes de ser aprovado.

O convênio foi avaliado pelo Conselho Deliberativo da Escola do Futuro, pelo Conselho Técnico-Administrativo da ECA – que conta com todos os professores e funcionários da Escola de Comunicações e Artes –, pelas equipes financeira e jurídica da universidade e, enfim, pela Fundação de Apoio à Pesquisa da USP (FUSP).

ICB nas escolas do DF

O projeto do ICB nas escolas do Distrito Federal foi assinado, em dezembro de 2023, no valor de R$ 4 milhões e contou com um aditivo de R$ 1 milhão em 2025 – somando R$ 5 milhões. O objetivo é o desenvolvimento do programa Desafio DF.

O projeto previa capacitação de professores, uso de impressoras 3D, kits de eletrônica, plataformas digitais e ferramentas como Google Analytics, Tableau, Google Forms, Zoom e Microsoft Teams.