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Namorado viajou? Expert indica como gozar longe da parceria
Mesmo a distância, existem muitas formas de sentir prazer. Confira algumas dicas e não abra mão do bem-estar sexual
atualizado
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Com a chegada do verão e da alta temporada de viagens no Brasil, é comum que casais passem períodos separados. Enquanto um parceiro viaja, o outro pode permanecer em casa — situação que, para algumas pessoas, impacta diretamente a vida sexual. Especialistas afirmam, no entanto, que a distância não precisa significar queda no prazer.
Segundo o psicólogo Maico Costa, a ausência física pode gerar frustração, mas também abrir espaço para o fortalecimento do prazer individual. “Existe uma ideia equivocada de que o prazer só é legítimo quando compartilhado. O prazer individual não é egoísmo e não deve ser motivo de culpa”, afirma.
A masturbação e o uso de brinquedos sexuais aparecem como alternativas para manter a satisfação sexual durante períodos de afastamento. Para o especialista, investir no autoconhecimento do próprio corpo ajuda a reduzir a dependência do parceiro para alcançar o prazer.
Outro ponto destacado é que a distância pode evidenciar expectativas irreais sobre a vida sexual a dois. “O prazer individual não é egoísmo e também não é vergonhoso. Tomar o outro como objeto de prazer está tudo bem, desde que seja com consentimento. Se existe alguma culpa relacionada ao prazer individual é por não se satisfazer com ele.”

A exploração de fantasias e fetiches também é citada como uma forma de ampliar as possibilidades eróticas, desde que haja consentimento e conforto. De acordo com o psicólogo, essas práticas contribuem para uma relação mais saudável com o próprio desejo.
Especialistas reforçam que a intimidade não depende exclusivamente da presença física, mas da forma como cada pessoa lida com o próprio prazer. Em períodos de separação temporária, a autonomia sexual pode ser uma aliada para manter o bem-estar e a satisfação individual.
“É importante reconhecer que nem sempre precisamos do outro para alcançar a satisfação sexual. Felizmente, a sexualidade é diversa e multifacetada. Para atender às nossas necessidades, não precisamos nos prender ao que é considerado convencional”, afirma Maico.








