Modo de penetração dos vibradores desagrada algumas mulheres; entenda
Modo de impulso de vibradores, criado para simular a penetração, divide opiniões entre mulheres por ser considerado mecânico e pouco natural

Embora sejam grandes “queridinhos” quando o assunto é prazer feminino, nem todos os vibradores conseguem suprir as expectativas — especialmente ao considerar a infinidade de funcionamentos. Além da vibração tradicional, alguns modelos oferecem diferentes ritmos e movimentos, incluindo o chamado modo de impulso, que movimenta o aparelho para dentro e para fora ao simular a penetração.

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Ver todasApesar da proposta ser associada ao que as pessoas enxergam como padrão no sexo, a função nem sempre agrada a todas. Nas redes sociais, mulheres compartilharam críticas ao recurso, principalmente por considerá-lo mecânico, agressivo e pouco natural.
“Quem colocou todas essas configurações rítmicas idiotas nesses vibradores? Com certeza não foi uma mulher”, escreveu uma usuária no Reddit.
Debate mais profundo
A discussão também levantou uma questão sobre quem está por trás do desenvolvimento desses produtos. Embora existam marcas de brinquedos sexuais criadas e comandadas por mulheres, grandes empresas do setor também têm homens em cargos de liderança e criação dos itens.
A relação entre homens e o desenvolvimento de vibradores, aliás, não é recente, e o primeiro aparelho do tipo foi criado na década de 1880 pelo médico britânico Joseph Mortimer Granville. Batizado de “percurter“, o dispositivo tinha sido desenvolvido originalmente para tratar dores musculares.
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Em entrevista a um portal internacional, a sexóloga e terapeuta Ness Cooper explicou que a sexualidade e as questões de gênero estão relacionadas à maneira como os brinquedos eróticos são desenvolvidos. No caso da anatomia, segundo ela, muitos produtos não foram pensados especificamente para o canal vaginal ou a vulva.
Vale ressaltar
Ainda assim, Ness destacou que não considera correto afirmar que a maioria dos brinquedos seja criada pensando nos homens. A especialista ressaltou que, em sua experiência com empresas de tecnologia sexual, muitas pessoas também se sentem “sobrecarregadas”pela quantidade de funções disponíveis.
“Algumas empresas ainda não testam seus produtos, mesmo que sejam feitos por mulheres. São feitos à imagem delas, em vez de serem consultados pela população em geral”, afirmou.

Por isso, para a especialista, não existe uma fórmula capaz de atender a todas as mulheres. “Nunca conseguiremos criar um dispositivo universal. O que funciona para as necessidades de uma pessoa não funcionará para outra”, comentou.
Por último, em sua avaliação, declarou que três a cinco opções podem ser suficientes para um vibrador. “É mais fácil desativar uma configuração quando há várias opções, mas quando você está no auge do prazer, em um momento realmente intenso, pode ser frustrante ter que passar por várias configurações. Isso acaba com o orgasmo, concluiu.















