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É possível se viciar em vibradores, como em Sex and the City? Descubra
Os vibradores em si não viciam, mas a masturbação excessiva, essa sim, pode ser um risco, segundo uma ginecologista
atualizado
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Apesar da representação irrealista da vida em Nova York em Sex and the City, Carrie Bradshaw e suas amigas frequentemente acertavam em um ponto: a maneira como falavam sobre sexo. Portanto, não é tão surpreendente que uma série que estreou há 20 anos mostrasse mulheres na casa dos 30 falando sobre vibradores como se tivessem acabado de descobrir a oitava maravilha do mundo.
Isso mudou quando a série começou a abordar os brinquedos sexuais no episódio 9 da primeira temporada. Durante um brunch, Carrie está surtando com o anúncio de Big de que ele nunca quer se casar. Miranda oferece o que ela acha ser um argumento reconfortante: em 50 anos, os homens serão obsoletos de qualquer maneira.

Sua prova? Além dos tratamentos de fertilidade que permitem que as mulheres tenham bebês sem homens, você nem precisa deles para sexo, como ela havia descoberto “muito agradavelmente” com seu vibrador.
“Não é o primeiro. É o melhor. E acho que estou apaixonada”, diz ela. Alguns minutos depois, apresenta a Carrie, Charlotte e o resto do mundo ao Vibratex Rabbit Pearl.
Os fãs da série sabem o que acontece a seguir, porque a trama catapultou o “coelho” para uma vida de fama e glória. A doce e inocente Charlotte, que anteriormente na série disse que uma máquina jamais poderia substituir o sexo com pessoas reais, fica tão encantada com seu novo brinquedo sexual que decide desistir dos homens de vez. Ela se tranca em seu apartamento por dias, até que Miranda e Carrie chegam para levar o sex toy embora.
Embora a reação de Charlotte seja um pouco exagerada (uma vez que brinquedos sexuais não substituem o sexo com pessoas de verdade), o episódio nos ensina algumas coisas maravilhosas sobre eles. Mas, afinal, os vibradores podem ser viciantes?
De acordo com a ginecologista e sexóloga Maria Carolina Dalboni, os vibradores em si não viciam, mas a masturbação excessiva, essa sim, pode ser um risco.
“Está mais relacionado a um lado psicológico do que ao fator mecânico do vibrador. O que pode acontecer é que a pessoa pode se acostumar com aquela sensibilidade, com aquele estímulo vibratório contínuo e achar que outras técnicas não estão mais funcionando”, diz.

Apesar disso, há quem fique insegura de recorrer aos sex toys por medo de o corpo se acostumar com o estímulo e não ter o mesmo prazer com uma parceria “humana”. “Após um tempo de uso, pode ser que você se adapte às vibrações e precise de intensidades mais fortes para ter o mesmo resultado, mas isso não tem a ver com o brinquedo sexual, e com a dinâmica repetitiva da masturbação”, salienta.
Por isso, é importante manter-se atenta ao excesso, e não necessariamente ao objeto em si.








