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Masturbação anal: como explorar o “território” e se jogar no prazer
Explorar a masturbação anal, antes de chamar outra pessoa para conhecer a região, pode ser uma boa ideia de autoconhecimento
atualizado
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Algumas pessoas podem até se assustar ou estranhar a expressão “masturbação anal“, mas a prática é popular no sexo e pode proporcionar ondas intensas de prazer, independentemente do gênero ou orientação sexual.
Para obter prazer, a prática de estimular a região do ânus pode ser feita explorando diferentes aspectos. “Pode ser com os dedos, brinquedos eróticos, como plugs ou vibradores, ou apenas com a pressão e o toque externo”, descreve a sexóloga Bruna Coelho.
Por isso, explore seu ânus antes de trazer um parceiro para a conversa. Isso pode envolver praticar algumas técnicas diferentes para determinar qual tipo de estimulação funciona melhor para você.
Quais são as zonas erógenas na região anal?
Assim como o pênis e a vagina, em cujas anatomias existem regiões que possuem mais terminações nervosas, com o ânus não seria diferente. “O esfíncter anal externo, que é o anel muscular que sentimos ao redor da entrada do ânus, responde bem à pressão e ao toque suave”, explica Coelho.

No caso dos homens, a próstata é uma glândula do tamanho de uma noz, localizada a cerca de cinco a sete centímetros do ânus, entre a bexiga e o reto. Sua principal função é produzir o fluido que é expelido como parte do sêmen durante a ejaculação. No entanto, a próstata também é cercada por milhares de terminações nervosas que proporcionam uma sensação de prazer. “A estimulação da próstata pode gerar orgasmos intensos, conhecidos como ‘orgasmos prostáticos’”, comenta a sexóloga.
Coelho também destaca que o períneo, que é a área entre o ânus e os órgãos genitais, ao ser massageado externamente, também pode oferecer muito prazer. “É importante salientar que, mesmo sem penetração, apenas com o toque ao redor, já é possível experimentar sensações prazerosas.”
Como fazer?
Para explorar a masturbação anal, a profissional revela que o primeiro passo é a higienização. “Higienizar bem a região, lavar com água corrente e sabão neutro. Se possível, agachar na hora do banho para a limpeza ser mais eficaz”, esclarece.
“Por questões de segurança, as unhas devem estar bem cortadas. Você pode usar luvas e lubrificante para deslizar melhor ou dedais próprios para esse tipo de estimulação”, emenda.
Depois, é essencial relaxar e criar um ambiente seguro e íntimo. “Sempre opte por lubrificantes à base de água. Evite o silicone. Tem alguns no mercado que são específicos para a região anal.”
Para começar, aposte em toque externo, massageando a região com movimentos circulares. “Só depois, se quiser e se sentir confortável, avance para uma estimulação mais interna com o dedo ou um plug pequeno.”

“Técnicas de respiração ajudam a pessoa a relaxar, pois, para quem não está acostumado, a contração é quase uma reação instantânea”, comenta. “Além disso, tenha paciência, pois isso é o que vai permitir você perceber o que é prazeroso, qual intensidade, movimentos e tipos de toques ou pressão.”
Orgasmo anal
“Muitas pessoas conseguem alcançar o orgasmo com estímulo anal, mesmo sem tocar nos genitais. Isso acontece porque a região anal é ligada a importantes redes nervosas, como o nervo pudendo e o nervo vago, que conduzem sinais ao cérebro e ativam centros de prazer”, explica Coelho.
Nas mulheres, outro caminho para o orgasmo anal envolve estimular partes do clitóris interno através da porta traseira. O chamado ponto G (na parede frontal da vagina) e o ponto A (também na parede frontal, mas mais próximo do colo do útero) são acessíveis através da penetração anal.
A especialista ainda destaca que, já nos homens, a estimulação da próstata pode gerar um orgasmo distinto, mais profundo e prolongado do que o peniano. “Já nas mulheres, a pressão anal pode estimular indiretamente a parede posterior da vagina, ampliando a intensidade do prazer.”










