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Pouca vergonha

Fiuk é hétero e já teve experiências com homens no sexo; é possível?

Entenda por que — assim como no caso de Fiuk — ter experiências sexuais com pessoas do mesmo sexo não determina a orientação sexual

30/05/2024 02:00, atualizado 30/05/2024 10:39
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Fiuk é hétero e já teve experiências com homens no sexo; é possível?

Durante participação no programa Surubaum, Fiuk gerou polêmica ao afirmar que, em um contexto de sexo grupal, já teve experiências sexuais com homens. Contudo, o cantor garantiu que é heterossexual, e que, se não fosse, não acharia isso um problema.

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Mas fica a dúvida: é possível ser hétero mesmo tendo experiências sexuais com pessoas do mesmo sexo?

A máxima faz sentido para pessoas que têm o sexo como instrumento de profissão – a exemplo de atores e atrizes pornô, e garotos e garotas de programa que, independentemente da orientação sexual, atendem profissionalmente ambos os gêneros. Será que o mesmo vale para a vida pessoal?

De acordo com a sexóloga Tâmara Dias, é possível, sim. Contudo, a questão ainda vai além. “Atração sexual e prazer não definem orientação sexual. Posso apenas sentir desejo, chegar à fase da excitação, ter orgasmos, mas isso será apenas momentâneo ou situacional, caso não tenha afeto envolvido”, explica.

Em outras palavras, nem a atração sexual sozinha definiria alguém como gay. Segundo a especialista, a homossexualidade é definida por afeto. “Isso acontece se você é capaz de querer além do sexo, sente afeto e estima outra pessoa do mesmo sexo como companheira”, aponta.

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O sexo é um dos pilares para uma vida saudável, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS)
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Carol Yepes/Getty Images

A sexóloga ressalta que a atração sexual também está incluída no “ser ou não ser” da homossexualidade, mas que não anda sozinha. Logo, é importante lembrar que a orientação sexual está diretamente ligada à afetividade.

“Gostar de transar com pessoas do mesmo sexo e não sentir afeto é apenas uma prática sexual. É a mesma coisa de gostar de sexo anal ou oral, são práticas que dão prazer momentâneo”, diz Tâmara.

Para finalizar, a profissional aponta a dificuldade que as pessoas têm em entender e lidar com a própria sexualidade, a necessidade de seguir padrões e manter o que é tido por alguns como “normal”. “Muitas vezes, deixamos de nos permitir por mitos e tabus, mas quando rompemos essa barreira acabamos por descobrir um mundo de possibilidades”, garante.