Pouca vergonha

Exageros de Carnaval podem atrapalhar o sexo; veja cuidados

Especialista explica como os excessos de álcool, drogas e o cansaço físico do Carnaval podem atrapalhar na resposta sexual

atualizado

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1 de 1 pouca vergonha / carnaval / relacionamento - Foto: MesquitaFMS/Getty Images

Já dizia Rita Lee: “Amor é bossa-nova, sexo é Carnaval”. E, com a folia batendo à porta, nada melhor do que se preparar para curtir e, claro, transar muito, durante as festas carnavalescas que tomam conta das ruas até a Quarta-Feira de Cinzas. O que muita gente não pensa é sobre as consequências dos excessos da folia. Exagerar no álcool, nas drogas e até mesmo no cansaço físico e privação de sono interferem em muitas áreas, inclusive na sexual.

O sexólogo Vitor Mello destaca à coluna Pouca Vergonha que o álcool, em pequenas quantidades, pode deixar a pessoa mais desinibida e relaxada. Já em excesso, ele tende a provocar o efeito oposto. “Fisiologicamente, o álcool é um depressor do sistema nervoso central. Isso significa que ele reduz reflexos, sensibilidade e resposta sexual. Nas mulheres, pode ocorrer diminuição da lubrificação, o que causa dor e desconforto, além de atrapalhar a excitação e reduzir a percepção de prazer.”

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Nos homens, é comum o álcool prejudicar a ereção e diminuir a sensibilidade, o que pode transformar o momento em frustração. Já nas mulheres, o excesso pode reduzir a lubrificação natural e deixar o sexo desconfortável ou até dolorido.

“Cada pessoa precisa perceber em que momento a quantidade consumida a deixa mais segura, confortável e relaxada, e quando essa dose ultrapassa o moderado e passa a bloquear respostas importantes. Nesse estágio, começam a surgir perdas de reflexos e dificuldades de resposta sexual”, acrescenta o especialista.

O Carnaval é a festa brasileira mais famosa do mundo

Além disso, o álcool em excesso também mexe com o julgamento e pode aumentar comportamentos de risco, como esquecer o preservativo ou topar situações que, com a cabeça mais sóbria, talvez não pareceriam uma boa ideia.

Além disso, o urologista do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE),Wagner França, ressalta que a ansiedade de desempenho pode ser piorada no carnaval. “O resultado é uma dificuldade de iniciar ou manter a ereção. Nesse cenário em que o cansaço e o álcool estão presentes, o problema é situacional e se resolve quando a rotina é retomada.”

“O urologista deve ser consultado quando o problema se torna frequente durante três meses, as ereções matinais param de ocorrer ou quando são acompanhadas de dor torácica ou sintomas cardiovasculares”, acrescenta o médico.

O que dá para fazer na hora para reduzir os efeitos do álcool e evitar que o sexo vire frustração (ou nem aconteça)?

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Vitor destaca que o principal é reduzir o ritmo, intercalar bebida alcoólica com água, comer algo leve e dar um intervalo maior entre as doses, para que o corpo consiga metabolizar o álcool. “É importante entender que não existe um truque imediato capaz de reverter os efeitos da bebida. O fígado precisa de tempo para fazer esse processo. Se a pessoa já estiver muito intoxicada, o melhor é não insistir. Além da frustração emocional, há riscos de mal-estar durante o ato e situações constrangedoras”, reforça.

“Sexo bom no Carnaval tem tudo a ver com bem-estar. Casais alinhados, consumo moderado de álcool, muita hidratação e respeito aos limites do próprio corpo fazem toda a diferença”, acrescenta. 

O médico urologista sugere algumas dicas:

  • Evitar ou beber álcool com moderação
  • Manter a hidratação adequada
  • Dormir ao menos algumas horas por noite
  • Evitar drogas recreativas
  • Não usar medicamentos vasodilatadores “por garantia” sem avaliação médica
  • Manter alimentação regular
  • Usar o preservativo adequado ao tamanho do pênis sempre em todas as relações sexuais

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