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Estímulos de antes já não são eficazes no sexo? Ative a curiosidade
Fantasias, desejos sexuais e estímulos mudam ao longo do tempo e é preciso estar aberta para reinventar os desejos
atualizado
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Quem nunca se acostumou a um estímulo sexual e criou o hábito de sempre recorrer a ele? Seja uma posição, ou uma preliminar que sempre leva ao sexo. Seja aquelas mensagens picantes no meio da tarde, ou mesmo uma forma específica de transar com a parceria. Ou ainda uma fantasia sensual que era garantia de orgasmo, seja com a parceria ou na hora da masturbação.
De repente, esses estímulos não funcionam mais. Antes de pensar que há algo de errado com você, é preciso investigar o que está acontecendo.
Muitas vezes, homens e mulheres acabam se adaptando a um único estímulo sexual, e quando este deixa de funcionar, por diferentes motivos, as pessoas pensam que estão com falta de libido, ou ainda algum problema. A escritora e terapeuta sexual, Lua Menezes, recebe diariamente diversas queixas das mulheres em relação a orgasmos, libido e problemas de comunicação com a parceria.
Ela conta que a campeã das reclamações é sobre não conseguir um orgasmo. E o problema da baixa libido e como sentir mais desejo está também entre os que mais afetam as mulheres que se aconselham com Lua. Para a especialista, é preciso primeiramente entender se é falta de desejo ou se de fato o estímulo não funciona mais.
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Para Lua, muitos problemas podem ser solucionados através da comunicação com a parceria, autoconhecimento e investigação do problema: “A baixa libido tem diversos fatores, pode ser um pós parto, um término de relacionamento recente que a pessoa ainda não aceitou ou ainda muito estresse”, explica.
Estímulo tem validade?
Na visão da especialista, tudo está em constante movimento, e se agarrar ao sofrimento pelo que já não funciona mais, pode acabar prejudicando a saúde sexual: “É preciso desapegar do que não está funcionando e ativar uma certa curiosidade para o que pode vir a funcionar”, orienta.

Ela ressalta que muitas vezes tentamos engessar a sexualidade: “É disso que gosto e pronto. Mas a gente vai mudando ao longo da vida e nossas preferências sexuais, desejos e fantasias também mudam”, acrescenta.
Ouse
A dica da especialista é que ao invés de ficar apegado ao que era antes, se questionar sobre o que funciona hoje: “Para o corpo que tenho hoje, o que é válido nesse momento?”, indica.
Além disso, é preciso se permitir uma experimentação e exploração, como treinar novas posições e novas fantasias. Vale também se permitir e ousar novas possibilidades.

Prática e paciência
E nessa jornada em busca de novos estímulos, a especialista ressalta duas palavras importantes: prática e paciência.
“Sempre que vamos aprender algo novo, temos que nos esforçar mais. Então, para aprender a gozar em outras posições, é preciso praticar e pode ser que precise fazer o trabalho de ensinamento”, esclarece.
Para a especialista, quando vamos aprender coisas novas, é preciso certo esforço, como para tudo na vida: “Gozar é um ato do corpo inteiro, inclusive do cérebro”, explica. Ou seja, é preciso ter paciência para o processo de aprendizagem de praticar novos estímulos para descobrir o que vai funcionar neste momento para cada um.

Por fim, vale lembrar que uma mulher que conhece o corpo e sabe as preferências sexuais, consegue identificar o que proporciona mais prazer.












