Pouca vergonha

Como saber se você é realmente bom de cama e melhorar, se necessário

Especialistas explicam que o desempenho sexual vai muito além da técnica — e envolve vontade, comunicação e autoconhecimento

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O que torna alguém bom de cama? Quer dizer, dependendo das suas preferências sexuais, isso é meio subjetivo. E como cada corpo é diferente, todos nós gostamos de ser tocados de maneiras diferentes. Mas, como saber se você realmente está mandando bem?

Em um tópico no Reddit vários homens sugeriram um mesmo motivo sobre o que torna uma pessoa boa de cama. Mulheres que participaram de uma pesquisa da Cosmopolitan Inglaterra também deram a mesma resposta.

Sim, a única coisa que te torna bom de cama, de acordo com 3.973 leitores da Cosmopolitan UK (de todas as identidades de gênero e sexualidades), é: entusiasmo. Isso mesmo, segundo as entrevistadas o mais importante durante o sexo é saber que o parceiro está realmente a fim.

Como os resultados comprovam, ser bom de cama não depende de quanta “experiência” você tem, se você consegue fazer garganta profunda , dominar a posição de cowgirl invertida ou se você é um profissional em sexo anal. Trata-se literalmente de quanto você (genuinamente) quer estar lá.

Pilares iniciais

A sexóloga Ana Paula Nascimento explica à coluna Pouca Vergonha que ser boa de cama” é, fundamentalmente, subjetivo. Não existe um padrão universal, uma lista de técnicas que automaticamente te qualificam como tal. O que uma pessoa valoriza, outra pode não se importar, e vice-versa.

Como saber se você é realmente bom de cama e melhorar, se necessário - destaque galeria
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Uma vida sexual ativa e saudável tem impacto direto no bem-estar
O prazer e o orgasmo liberam hormônios responsáveis pela diminuição do estresse e pela melhora do sono
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No sexo, tudo é liberado desde que com total consentimento de todos os envolvidos e segurança
O sexo é um dos pilares para uma vida saudável, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS)
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Apesar disso, existem alguns pilares comuns que, quando presentes, tendem a criar uma experiência sexual satisfatória para ambos os envolvidos, segundo a profissional:

  • Comunicação: uma pessoa “boa de cama” é aquela que sabe expressar seus desejos, perguntar sobre os do parceiro e, crucialmente, ouvir as respostas e as pistas não verbais.
  • Intimidade e conexão: ir além do ato físico. Envolve criar um ambiente de confiança, carinho, e se conectar emocionalmente com o parceiro.
  • Disposição: não ter medo de tentar coisas novas (com consentimento, claro), explorar diferentes formas de prazer e estar aberto(a) a aprender sobre o corpo do parceiro e o seu próprio.
  • Presença: estar presente no momento, desfrutando da experiência e não pensando em outras coisas. Desligar-se de distrações e se entregar ao prazer mútuo.
  • Conforto com a própria sexualidade: sentir-se bem no próprio corpo e com seus desejos. Isso transparece e torna a experiência mais livre e prazerosa para ambos.
  • Iniciativa: não ser passivo(a). Demonstrar entusiasmo, tomar iniciativa às vezes e mostrar que está curtindo o momento.

“Considerando a subjetividade, estas são atitudes e comportamentos geralmente valorizados e que indicam uma parceira (ou parceiro) atenta e focada no prazer mútuo”, comenta Ana Paula.

Técnica pode ajudar a ser melhor de cama?

Apesar de boa vontade, comunicação e presença serem um dos principais pilares, muitas pessoas se perguntam se a técnica também pode ajudar. “Embora ter alguma técnica ou conhecimento básico sobre como o corpo funciona seja útil, a técnica por si só, sem conexão, pode resultar em uma experiência vazia e até mesmo frustrante.”

A sexóloga sugere que a técnica é o “como fazer”: posições, toques específicos, ritmo. “Uma técnica mediana, executada com paixão, carinho, comunicação e uma forte conexão, será infinitamente mais prazerosa do que uma técnica “perfeita” executada de forma fria ou desinteressada.”

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Ana Paula comenta que a conexão é o “por que fazer” e o “com quem fazer”. “Envolve confiança, intimidade, desejo, comunicação, vulnerabilidade e a capacidade de se entregar ao outro.”

Para a especialista, a conexão é o que permite a técnica ser eficaz. “A conexão cria o ambiente de segurança e confiança necessário para que ambos possam relaxar, se soltar e explorar o prazer juntos.”

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