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Paulo Cappelli

Vice-líder do PL aciona Conselho Nacional de Justiça contra Moraes

Representação cita suposta atuação do ministro junto ao Banco Central em favor de instituição financeira que teria contrato com sua esposa

31/12/2025 11:48, atualizado 31/12/2025 13:11
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Foto: Nelson Jr./SCO/STF
Imagem colorida mostra o ministro Alexandre de Moraes, do STF - Metrópoles

Vice-líder do PL, o deputado Sanderson (PL) protocolou uma representação junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) solicitando a apuração de condutas do ministro Alexandre de Moraes (STF). O documento, endereçado ao Corregedor-Geral de Justiça, Mauro Campbell Marques, baseia-se em reportagens sobre supostas interações do magistrado com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.deputado Sanderson

De acordo com o ofício, Moraes teria mantido contatos telefônicos e ao menos um encontro presencial com Galípolo para tratar da venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB), operação que dependia de aval regulador.

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O parlamentar cita que técnicos do Banco Central perceberam as interações como “atípicas e incomuns”, o que levou a cúpula da autarquia a documentar formalmente todas as comunicações para resguardar sua autonomia técnica.

O texto aponta ainda que o escritório Barci de Moraes Associados, pertencente à esposa do ministro, mantinha contrato de prestação de serviços com o Banco Master. O deputado alega a possibilidade de “atuação informal”, uma vez que o Banco Central e o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) informaram não ter recebido petições formais ou pedidos de audiência protocolados pelo referido escritório.

A fundamentação do pedido menciona que o Banco Central identificou fraudes de aproximadamente R$ 12,2 bilhões no Banco Master, culminando na decretação de sua liquidação extrajudicial e na prisão de seu controlador, Daniel Vorcaro. A representação requer que o CNJ promova uma apuração independente sobre possíveis violações dos deveres funcionais de imparcialidade, prudência e reserva.