Paulo Cappelli

Repórteres sem fronteiras: 53 jornalistas fugiram de El Salvador

Relatório cita onda de repressão que leva dezenas de profissionais a fugir do país após perseguição e vigilância estatal

atualizado

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Alex Peña/Getty Images
Nayib-Bukele presidente de El salvador - metrópoles
1 de 1 Nayib-Bukele presidente de El salvador - metrópoles - Foto: Alex Peña/Getty Images

Relatório anual do Repórteres Sem Fronteiras (RSF) aponta que El Salvador, país comandado por Nayib Bukele, foi o caso mais emblemático em 2025 de jornalistas forçados a deixar seu país.

Segundo o RSF, pelo menos 53 profissionais deixaram El Salvador entre janeiro e outubro deste ano devido a perseguição política, vigilância policial, assédio digital e campanhas de ódio.

O documento informa que a ofensiva repressiva começou em maio de 2025 e levou, inclusive, à saída da Associação Salvadorenha de Jornalistas (APES), parceira da RSF e historicamente considerada um dos pilares da defesa da liberdade de imprensa no país.

O balanço insere El Salvador em um contexto global de exílio forçado de jornalistas. No Afeganistão, mais de 20 profissionais apoiados pela RSF foram deportados do Paquistão de volta ao país, onde enfrentam risco de prisão e tortura. Na Rússia, cerca de 70 jornalistas já foram empurrados ao exílio, sendo 30 apenas nos três primeiros trimestres de 2025, em meio a uma política de repressão transnacional.

Segundo o diretor-geral da RSF, Thibaut Bruttin, os números refletem o “resultado do ódio e da impunidade” contra repórteres.

El Salvador: Meca dos conservadores

O modelo de segurança de Nayib Bukele transformou El Salvador em referência para expoentes do conservadorismo brasileiro. O deputado Nikolas Ferreira (PL) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) visitaram o Cecot, megaestrutura prisional de segurança máxima, para conhecer o funcionamento do sistema.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, declarou à coluna que, se eleito presidente da República em 2026, pretende construir uma prisão de segurança máxima semelhante ao Cecot na Amazônia para abrigar faccionados do CV e do PCC.

Na última sexta-feira (26/12), o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques, condenado pelo STF por participação na trama golpista, foi preso em um aeroporto no Paraguai ao tentar fugir da Justiça brasileira. Ele pretendia viajar de Assunção, capital paraguaia, para o Panamá e, de lá, embarcar com destino a El Salvador.

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