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Paulo Cappelli

Vice-governador do Maranhão nega acusações e vai para o ataque

Felipe Camarão (PT) atribui vazamento do caso ao governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), e aciona Justiça

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Dino deputado Felipe Camarão

O vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão (PT), decidiu partir para o contra-ataque. Após o Ministério Público pedir seu afastamento do cargo por supostas irregularidades financeiras, Camarão não apenas negou as acusações como apontou o canhão diretamente para o governador, Carlos Brandão (PSB), de quem é ex-aliado.

Em contato com a coluna, o petista atribuiu a investigação a uma “manobra eleitoral” de Brandão e denunciou o que chama de “monitoramento ilegal” de sua vida particular e de sua família.

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Governador do Maranhão, Carlos Brandão
Felipe Camarão, do PT, é o nome defendido por Dino para o governo do Maranhão
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Felipe Camarão, do PT, é o nome defendido por Dino para o governo do Maranhão

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Governador do Maranhão, Carlos Brandão
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Governador do Maranhão, Carlos Brandão

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

O pano de fundo é uma investigação sobre movimentações financeiras que o MP considera incompatíveis com a renda declarada do vice-governador. Para Camarão, no entanto, o processo tem DNA político.

“Trata-se de uma peça criada para beneficiar as intenções eleitorais do senhor governador Carlos Brandão que, de forma irresponsável, manipula as instituições do Estado para atingir seus adversários”, reagiu.

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O vice-governador também subiu o tom contra o procurador-geral de Justiça do Maranhão, Danilo de Castro, classificando o pedido de afastamento como “esdrúxulo” e com o “timing perfeito” para pavimentar o caminho de Brandão ao Senado e de seu sobrinho, Orleans Brandão, para o governo do Maranhão.

Sobre as cifras investigadas, Camarão diz que tudo está declarado no Imposto de Renda e que a peça do MP carece de qualquer “acurácia”. Como resposta imediata, o petista informou que já protocolou no Tribunal de Justiça do Maranhão um pedido de apuração sobre o vazamento do processo sigiloso e que, ainda esta semana, levará o caso ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

“Uma peça elaborada apenas para criar instabilidade institucional no Estado e usar a Procuradoria como órgão de perseguição política”, finalizou.