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Paulo Cappelli

Deputado protocola impeachment de Dino por barrar sigilos de Lulinha

Líder da oposição acusa ministro de interferir na CPMI do INSS ao suspender acesso a dados aprovados por parlamentares

23/03/2026 15:45, atualizado 23/03/2026 17:00
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BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Flavio Dino

Líder da oposição na Câmara, o deputado Cabo Gilberto (PL) apresentou ao Senado um pedido de impeachment contra o ministro Flávio Dino (STF) por barrar a quebra de sigilos do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, na CPMI do INSS.

Na denúncia, o parlamentar afirma que a decisão do ministro suspendeu deliberações aprovadas pela comissão em 26 de fevereiro de 2026, incluindo o acesso a dados bancários e fiscais de investigados apontados como ligados a fraudes em benefícios previdenciários.

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Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, recebeu repasses de R$ 2,3 milhões de empresa na mira da CPMI do INSS
O ministro Flávio Dino
Líder da oposição na Câmara, deputado Cabo Gilberto (PL)
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Líder da oposição na Câmara, deputado Cabo Gilberto (PL)

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, recebeu repasses de R$ 2,3 milhões de empresa na mira da CPMI do INSS
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Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, recebeu repasses de R$ 2,3 milhões de empresa na mira da CPMI do INSS

Danilo M. Yoshioka/ Especial Metrópoles
O ministro Flávio Dino
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O ministro Flávio Dino

LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

Segundo o deputado, a medida “impediu o acesso da CPMI aos dados sigilosos obtidos”, o que teria afetado diretamente o andamento das apurações conduzidas pelo colegiado.

A representação sustenta que a decisão também produziu efeitos mais amplos sobre a investigação, ao exigir nova deliberação individualizada para a quebra de sigilos, o que, segundo o autor, comprometeu a dinâmica dos trabalhos parlamentares.

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“Como consequência direta, houve interrupção ou restrição de deliberação de requerimentos, o comprometimento da linha investigativa em curso e a limitação concreta da atuação dos parlamentares”, afirma o deputado no pedido.

O documento foi encaminhado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, com base na Lei nº 1.079/1950, que trata de crimes de responsabilidade, e pede a abertura de processo contra o ministro.