
Paulo CappelliColunas

Viagens de Lula e comitiva custaram R$ 20 milhões em hospedagens em 2025
Levantamento obtido pela coluna junto ao Itamaraty revela detalhes dos valores destinados a hospedagens de Lula e delegação por 16 países
atualizado
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As viagens internacionais do presidente Lula e da delegação brasileira custaram R$ 19,9 milhões em hospedagem em 2025. A documentação foi obtida pela coluna junto ao Ministério das Relações Exteriores e detalha despesas de delegações chefiadas pelo presidente no exterior. Ao longo do ano, foram registradas agendas em 16 países, somando 59 dias de compromissos internacionais.
A viagem a Paris, em junho de 2025, registrou o maior custo: R$ 6,34 milhões em hospedagem para a delegação brasileira. Em seguida aparece Nova York, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em setembro, com gasto de R$ 2,92 milhões. A visita a Moscou, em maio, somou R$ 1,92 milhão, enquanto a missão a Tóquio, em março, registrou R$ 1,4 milhão.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, os valores se referem apenas às despesas de hospedagem das missões chefiadas pelo presidente Lula.
Imóveis diplomáticos
Na mesma resposta enviada à coluna, o Itamaraty apresentou dados sobre aluguéis de imóveis diplomáticos mantidos pelo Brasil no exterior. Entre os maiores valores mensais está o de um complexo em Berlim, classificado como “compound”, com aluguel de aproximadamente 220 mil euros.
Em Nova York, a chancelaria do consulado-geral tem custo mensal de 140.241 dólares, enquanto outra chancelaria na cidade registra 103.690 dólares. A chancelaria do consulado-geral em Boston tem aluguel de 70.461 dólares por mês, e a representação em Istambul registra 53.928 dólares mensais. Em Seul, a chancelaria custa 64.274.955 wons por mês.
O ministério também informou que, além do aluguel, o governo arca com despesas de manutenção desses imóveis. A embaixada em Bagdá apresenta custo mensal de 130 mil dólares, enquanto a representação em Washington custa 58 mil dólares por mês.
O Itamaraty informou ainda que, devido à amplitude do pedido de informação, os dados enviados se limitaram às viagens da chefia do Executivo e às planilhas de custos fixos de imóveis diplomáticos. O ministério acrescentou que notas técnicas específicas que justificam as escolhas de locação não foram anexadas individualmente na resposta e podem ser consultadas em sistemas de dados abertos do governo.