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Paulo Cappelli

STF: o olhar de Fux sobre Lula

Dos cinco ministros da 1ª Turma do STF, quatro mantêm interlocução próxima com Lula; já Luiz Fux guarda maior distanciamento do Planalto

Paulo Cappelli31/03/2025 02:00, atualizado 01/04/2025 08:05
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STF MInistro Luiz Fux durante sessão no Supremo Tribunal Federal em julgamento sobre a descriminalização do porte de maconha para uso pessoal STF - Metrópoles

Dos cinco ministros da 1ª Turma do STF, quatro mantêm interlocução próxima com o governo Lula. São eles: Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Flávio Dino – os dois últimos, indicados pelo atual presidente. Já Luiz Fux, que divergiu de Moraes em questões que envolvem o julgamento de Bolsonaro, guarda um maior distanciamento do Palácio do Planalto.

Embora reservado, Fux já confidenciou a interlocutores que discorda de Lula em ao menos um ponto: a política internacional.

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Judeu, o ministro demonstrou incômodo com o tom adotado pelo Palácio do Planalto na questão envolvendo Israel e o grupo terrorista Hamas. Em 2020, Luiz Fux chegou a ser homenageado pela embaixada israelense no Brasil, recebendo a medalha Jerusalém de Ouro.

Fux diverge de Moraes

Luiz Fux sustenta que a competência para julgar o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros acusados sem prerrogativa de foro não deve ser do STF e votou para que o caso fosse julgado no plenário. Fux também se contrapôs a Moraes ao externar ressalvas em relação à delação premiada de Mauro Cid.

Já em relação à manifestante Débora Rodrigues, que pichou o “perdeu mané” na estátua do STF, Fux sugeriu rever a dosimetria para calcular a pena que será aplicada à ré. Antes de o ministro pedir vista do processo, Alexandre de Moraes e Flávio Dino votaram para condenar a cabeleireira a 14 anos de prisão.

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