PL quer CPI da Educação após distorções de R$ 4 bilhões no MEC
Deputados Hélio Lopes e Sóstenes Cavalcante querem CPI para apurar distorção de R$ 4 bilhões apontada pela CGU no MEC

O deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ) deu início ao processo de coleta de assinaturas para instalar a CPI da Educação. A iniciativa ocorre após a coluna revelar que auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) apontou distorções de R$ 4,3 bilhões nas demonstrações contábeis do Ministério da Educação (MEC).
Em publicação no X [antigo Twitter], Hélio Lopes afirmou que iniciou o recolhimento de assinaturas e detalhou as suspeitas: “ “Iniciei a coleta de assinaturas para instalar a CPI do Roubo da Educação. Não é exagero: a CGU apontou um rombo de cerca de R$ 4 bilhões no Ministério da Educação. Empresas fantasmas vencendo licitações bilionárias, móveis superfaturados, vínculos familiares entre os vencedores, alertas ignorados pelo MEC e FNDE. Enquanto isso, falta merenda, carteiras, estrutura e dignidade para nossas crianças. Essa CPI é inadiável. Não aceitaremos em silêncio. Não aceitaremos omissão. Peçam, aos seus deputados para assinar URGENTEMENTE! Estamos pela verdade e não pela corrupção.
Relatório da CGU
Segundo o relatório da CGU, uma das principais divergências está na diferença de R$ 3,3 bilhões entre a conta de bens móveis registrada no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) e os controles patrimoniais internos das universidades e institutos vinculados.

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Ver todasDe acordo com o documento, “os valores registrados nos sistemas próprios de 53 entidades avaliadas são inferiores aos informados no SIAFI, demonstrando uma superavaliação do ativo do Ministério”.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA auditoria alerta ainda para riscos no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Para a CGU, o modelo atual de execução das honras do Fundo Garantidor pode comprometer a concessão de novas garantias, principalmente com a previsão de pagamento vinculado à renda ainda sem implementação.










