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Paulo Cappelli

PGR quer acabar com “legítima defesa da honra” em casos de feminicídio

Manifestação da PGR aponta inconstitucionalidade no argumento, usado até hoje por criminosos, para justificar o assassinato de mulheres

Paulo Cappelli, Petrônio Viana12/05/2023 08:45, atualizado 12/05/2023 02:14
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Reprodução
Toffoli Dino PGR Augusto Aras

A Procuradoria Geral da República (PGR) que acabar com a alegação de “legítima defesa da honra” em casos de feminicídio. A manifestação foi feita ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo procurador-geral Augusto Aras, que sustenta haver inconstitucionalidade nessas situações.

Aras lembra que ainda são proferidas decisões judiciais a favor dos réus com base na “defesa da honra”, como em casos de adultério. Para o procurador-geral, isso “contraria os direitos fundamentais à vida, à igualdade, à não discriminação e à dignidade”.

Na manifestação, Aras pede a proibição do uso da expressão desde fase de investigação até o julgamento.

“Nenhuma tentativa de justificar o assassinato de mulheres, com benefício a seus algozes, haverá de ser tolerada, sob pena de afronta imediata a preceitos constitucionais da máxima relevância”, diz trecho da manifestação enviada ao STF.

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