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Paulo Cappelli

Lula vê 3 motivos para não ligar para Trump após prisão de Bolsonaro

Palácio do Planalto enxerga três motivos para o presidente Lula não telefonar para Donald Trump após a prisão de Jair Bolsonaro

07/08/2025 16:08, atualizado 07/08/2025 21:58
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Arte/Reprodução
Foto colorida de Lula e Trump -- Metrópoles

Interlocutores de Lula no Palácio do Planalto citaram três motivos para o presidente não telefonar para Donald Trump após a prisão de Jair Bolsonaro.

O primeiro fator é que um dos pleitos de Trump é isolar o ministro Alexandre de Moraes no STF. E, além de Lula ser pessoalmente contra a medida, há o cálculo de qualquer movimento nesse sentido colocaria a maioria da Corte contra o Planato.

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Donald Trump, presidente dos EUA, sancinou autoridades brasileiras
O ex-presidente Jair Bolsonaro
Presidente Lula já criticou atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos
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Presidente Lula já criticou atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos

Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto
Donald Trump, presidente dos EUA, sancinou autoridades brasileiras
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Donald Trump, presidente dos EUA, sancinou autoridades brasileiras

Chip Somodevilla/Getty Images
O ex-presidente Jair Bolsonaro
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O ex-presidente Jair Bolsonaro

Rafaela Felicciano/Metrópoles

Outra questão é que, do ponto de vista legal, não há o que o presidente possa fazer para interferir em decisões do Judiciário sobre Bolsonaro, tornando infrutífera uma conversa com o mandatário norte-americano.

E, por último, há uma avaliação no PT de que um aceno a Trump não seria interessante sob o prisma eleitoral, pois historicamente Lula cresce em popularidade quando vira alvo de políticos poderosos.

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Diplomatas em ação

Esses fatores fazem com que o presidente não cogite, ao menos por ora, telefonar para a Casa Branca mesmo após Trump dizer que está aberto a conversar com Lula sempre que o brasileiro quiser.

Tal quadro só tende a mudar caso diplomatas de Brasil e Estados Unidos se alinhem, de modo a preparar o terreno para um diálogo entre os dois chefes de Estado.

No último dia 30/7, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, reuniu-se com Marco Rubio, que comanda a diplomacia norte-americana, mas ainda não há sinal de avanço significativo.