Paulo Cappelli

Trump avança para sancionar esposa de Moraes após prisão de Bolsonaro

Depois de o ministro do STF determinar prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, governo de Donald Trump passou a discutir novo pacote de sanções

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Andrew Harnik/Getty Images
Imagem colorida mostra Donald Trump - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida mostra Donald Trump - Metrópoles - Foto: Andrew Harnik/Getty Images

Após o ministro Alexandre de Moraes (STF) determinar a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avança para aplicar sanções à esposa do magistrado, a advogada Viviane Barci de Moraes.

Nesta terça-feira (5/8), a Casa Branca passou a discutir um conjunto de medidas em resposta à prisão de Bolsonaro. Entre elas, a ampliação do tarifaço ao Brasil, a aplicação da Lei Magnitsky a mais integrantes do Supremo e a suspensão do visto de juízes auxiliares da Corte, de autoridades da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República, e de políticos com atuação no STF.

Trump avança para sancionar esposa de Moraes após prisão de Bolsonaro - destaque galeria
4 imagens
O ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci e Lula
Eduardo Bolsonaro alerta bancos para cumprimento de sanções contra Alexandre de Moraes
Trump avança para sancionar esposa de Moraes após prisão de Bolsonaro - imagem 4
Jair Bolsonaro e o aliado Donald Trump, presidente dos EUA
1 de 4

Jair Bolsonaro e o aliado Donald Trump, presidente dos EUA

Reprodução
O ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci e Lula
2 de 4

O ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci e Lula

Ricardo Stuckert/ Presidência da República
Eduardo Bolsonaro alerta bancos para cumprimento de sanções contra Alexandre de Moraes
3 de 4

Eduardo Bolsonaro alerta bancos para cumprimento de sanções contra Alexandre de Moraes

Montagem/Metrópoles
Trump avança para sancionar esposa de Moraes após prisão de Bolsonaro - imagem 4
4 de 4

Reprodução/YouTube

Até o momento, as restrições a Viviane Barci de Moraes são a medida mais concreta em análise. Washington entende que sancionar a advogada seria uma “extensão” das medidas que já afetam Alexandre de Moraes por meio da Lei Magnitsky.

Na visão da Casa Branca, a sanção impactará, de forma significativa, as atividades do escritório Barci de Moraes, ao impedir que seja contratado por norte-americanos e pessoas e empresas que tenham negócios com os Estados Unidos.

Ao aplicar a Lei Magnitsky a Alexandre de Moraes, o governo Trump não havia imposto sanções à cônjuge do ministro.

A ampliação do tarifaço ao Brasil é outra possibilidade, mas não conta com o apoio do deputado Eduardo Bolsonaro (PL) e do jornalista Paulo Figueiredo, que participam das conversas.

Ambos atuam para que novas tarifas não sejam implementadas, bem como para evitar que mais magistrados do STF sejam punidos com a Lei Magnitsky por conta da prisão decretada por Moraes.

Ação penal no STF

Na estratégia de Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo, a Lei Magnitsky só deve atingir outros ministros do Supremo caso Jair Bolsonaro seja condenado na ação penal a que responde por golpe de Estado.

Essa seria uma forma de guardar uma carta na manga para usar em conversas com integrantes da Suprema Corte. Segundo fontes da própria Casa Branca, contudo, Trump pode implementar medidas que não são esperadas.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comPaulo Cappelli

Você quer ficar por dentro da coluna Paulo Cappelli e receber notificações em tempo real?