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Paulo Cappelli

Governo e oposição se articulam para blindar Pix de ofensiva de Trump

Emenda articulada pelos senadores Jaques Wagner e Plínio Valério garante exclusividade do BC sobre o Pix na Constituição

07/08/2025 11:13, atualizado 07/08/2025 15:42
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Chip Somodevilla/Getty Images
Imagem de Donald Trump, presidente dos EUA - Metrópoles

Líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT) articula com o senador Plínio Valério (PSDB) uma emenda para blindar o Pix diante da ofensiva do governo Donald Trump.

A medida será incorporada à proposta de emenda à Constituição que trata da autonomia financeira do Banco Central, de autoria do parlamentar tucano.

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Senador Plinio Valério
Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central
Banco Central do Brasil (BC)
Líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT)
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Líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT)

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Senador Plinio Valério
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Senador Plinio Valério

Andressa Anholete/Agência Senado
Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central
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Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central

Breno Esaki / Metrópoles
Banco Central do Brasil (BC)
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Banco Central do Brasil (BC)

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

O novo trecho determina que cabe exclusivamente ao BC prover e operar o Pix. O texto também sustenta que o serviço deve ser gratuito para pessoas físicas, com acesso não discriminatório, eficiência, segurança e mecanismos de combate a fraudes — além de vedar sua concessão a entes públicos ou privados.

A blindagem visa evitar interferências políticas ou econômicas no sistema, alvo de críticas do presidente dos Estados Unidos.

Plínio pretende apresentar o relatório com a mudança no dia 15 de agosto, e a votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa Alta está prevista para a sessão seguinte, em 20 de agosto.

Autonomia do BC

A proposta de emenda à Constituição à qual será incorporada a regra sobre o Pix estabelece que o Banco Central terá autonomia técnica, operacional, administrativa, orçamentária e financeira. O texto também define o BC como instituição de natureza especial, organizada sob a forma de empresa pública, com poder de polícia e independência em relação a ministérios e órgãos da administração pública.

Entre os dispositivos da proposta, está a autorização para que o BC utilize receitas de senhoriagem — valores obtidos com a emissão de moeda — para financiar suas atividades. O texto também estabelece que uma lei complementar deverá detalhar os objetivos, a estrutura e o funcionamento do Banco Central.

A fiscalização das contas e operações do BC será feita pelo Congresso Nacional, com o auxílio do Tribunal de Contas da União e por meio de controle interno próprio. O relacionamento financeiro entre o BC e a União também será regulamentado por lei.

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