Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Paulo Cappelli

Lula ensaia ampliar espaço de evangélicos em ministérios após flerte

Evangélicos acenaram a Lula com oração no Planalto, e gesto foi respondido pelo governo, que deseja melhorar a relação

30/11/2024 11:00
Compartilhar notícia
Ricardo Stuckert/PR
O presidente Lula recebeu bancada evangélica no Planalto.

A reaproximação do governo Lula com ala da bancada evangélica terá impactos na reforma ministerial prevista para ocorrer no ano que vem. Deputados desse grupo têm demonstrado interesse em ministérios e secretarias que lidam diretamente com políticas públicas voltadas à população de baixa renda. O flerte tem sido correspondido pelo presidente e por ministros palacianos, que intensificaram a agenda com esses congressistas nos últimos meses.

Uma ala evangélica busca se dissociar do bolsonarismo. Esse segmento considera que pode acabar perdendo espaço para líderes religiosos com perfil menos conservador que, contemplados pela proximidade com o Planalto, conseguem atrair mais recursos para apadrinhar projetos voltados aos mais pobres.

Lula ensaia ampliar espaço de evangélicos em ministérios após flerte - destaque galeria
6 imagens
Lula evangélicos
Em meio a evangélicos e apoiadores durante evento de campanha
Lula ensaia ampliar espaço de evangélicos em ministérios após flerte - imagem 4
Otoni de Paula diz que mantém opinião sobre Lula
Lula e Edir Macedo foram aliados no primeiro governo do petista.
O presidente Lula recebeu bancada evangélica no Planalto.
1 de 6

O presidente Lula recebeu bancada evangélica no Planalto.

Ricardo Stuckert/PR
Lula evangélicos
2 de 6

Lula evangélicos

Ricardo Stuckert/Divulgação
Em meio a evangélicos e apoiadores durante evento de campanha
3 de 6

Em meio a evangélicos e apoiadores durante evento de campanha

Fábio Vieira/Metrópoles
Lula ensaia ampliar espaço de evangélicos em ministérios após flerte - imagem 4
4 de 6

Ricardo Stuckert/Divugação
Otoni de Paula diz que mantém opinião sobre Lula
5 de 6

Otoni de Paula diz que mantém opinião sobre Lula

Billy Boss/ Câmara dos Deputados
Lula e Edir Macedo foram aliados no primeiro governo do petista.
6 de 6

Lula e Edir Macedo foram aliados no primeiro governo do petista.

Divulgação/Ricardo Stuckert

O namoro entre Lula e políticos do segmento religioso ganhou contornos públicos na cerimônia de sanção do Dia da Música Góspel, em outubro. Foi quando o deputado Otoni de Paula (MDB-RJ) orou pelo presidente, num gesto que irritou lideranças próximas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, como o pastor Silas Malafaia. Após o aceno, as visitas de parlamentares evangélicos aos gabinetes da Presidência cresceu.

Com a vitória de Lula em 2022, o bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus, acenou ao então presidente eleito. Na ocasião, ele afirmou que o petista venceu porque “Deus fez a vontade Dele”, tentando acalmar os fiéis revoltados pela derrota de Bolsonaro. No início do governo, o Republicanos, partido ligado à Universal, ganhou um ministério.

Receba no seu email as notícias da coluna Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Agora, a expectativa é que o Republicanos aumente seu espaço no governo, uma vez que Lula apoiou o líder da sigla, Hugo Motta, à presidência da Câmara. Caso o deputado paraibano confirme seu favoritismo e assuma a poderosa cadeira de Arthur Lira (PP) em 2025, a legenda deverá cobrar mais ministérios ou secretarias para a apoiar reeleição do petista em 2026.

Entre os ministros palacianos, Alexandre Padilha, da Secretaria de Relações Institucionais é um dos que mantêm mais interlocução com a bancada evangélica.