Paulo Cappelli

Integridade física de Vorcaro na prisão preocupa deputado

Requerimento apresentado pelo deputado Messias Donato aponta risco de “investidas” contra Vorcaro para evitar eventual delação premiada

atualizado

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Daniel Vorcaro
1 de 1 Daniel Vorcaro - Foto: Reprodução / Redes sociais

O deputado Messias Donato (Republicanos-ES) cobrou da Polícia Federal (PF) a adoção de “medidas extraordinárias de segurança” para garantir a integridade física de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, dentro da Penitenciária Federal de Brasília. O parlamentar aponta riscos de “investidas” contra o banqueiro, na tentativa de evitar eventual delação premiada.

Daniel Vorcaro foi preso na quarta-feira (4/3) por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do inquérito que investiga o esquema bilionário de fraudes financeiras supostamente liderado pelo banqueiro.

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Ministro André Mendonça, do STF, determinou prisão de Vorcaro na quarta-feira (4/3)
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master
Deputado Messias Donato pede adoção de medidas para garantir segurança de Vorcaro na prisão
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Deputado Messias Donato pede adoção de medidas para garantir segurança de Vorcaro na prisão

Agência Câmara
Ministro André Mendonça, do STF, determinou prisão de Vorcaro na quarta-feira (4/3)
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Ministro André Mendonça, do STF, determinou prisão de Vorcaro na quarta-feira (4/3)

Gustavo Moreno/STF
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master
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Daniel Vorcaro, dono do Banco Master

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No requerimento apresentado à Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara, o deputado Messias Donato destacou as investigações da PF em torno de um grupo destinado a promover intimidações e monitorar desafetos de Vorcaro, além do suicídio cometido por Alexandre Luiz Philippe Machado de Moraes Mourão, o “Sircário”.

“Investidas”

“A prisão do banqueiro não elimina — ao contrário, pode acentuar — a possibilidade de investidas contra sua integridade, seja para impedir futuras delações de informações sobre métodos, cadeia de comando, participantes e as conexões com políticos e magistrados. Trata-se de hipótese plausível no âmbito destas investigações em curso. A custódia pode tornar o preso alvo tanto de antigos associados quanto de terceiros interessados em manter fatos ocultos, especialmente quando há indícios de participantes e conexões com autoridades dos Três Poderes da República”, argumenta Donato.

“A gravidade do risco se reforça com notícias de que um dos investigados, integrante do grupo, Luiz Philippe Machado de Moraes Mourão, conhecido como ‘Sicário’, teria tentado suicídio logo após a prisão, havendo informações públicas sobre seu quadro gravíssimo. Independentemente da apuração específica do episódio, que deve ser bem esclarecido, o fato é, por sua excepcionalidade, que estamos diante de ambiente de forte pressão e instabilidade, o que recomenda cautela redobrada quanto à segurança do Sr. Vorcaro e das pessoas sob custódia do Estado, relacionadas ao mesmo núcleo investigado”, sustentou o deputado.

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