
Paulo CappelliColunas

Integrantes de “milícia” de Vorcaro ainda estão soltos, diz Mendonça
Segundo André Mendonça, milícia comandada por Daniel Vorcaro ainda estaria atuando após deflagação da operação Compliance Zero
atualizado
Compartilhar notícia

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça afirmou que integrantes da chamada “A Turma”, que atuava como milícia pessoal do banqueiro Daniel Vorcaro, ainda estão soltos. Em seu voto pela manutenção da prisão do controlador do Banco Master, o ministro ressaltou que o grupo continua atuando mesmo após a deflagração da operação Compliance Zero, que investigou as fraudes financeiras cometidas pela instituição.
“Deve-se rememorar que, de acordo com as apurações policiais, a ‘Turma’ pode ser composta por até seis membros, ainda não devidamente identificados. Portanto, a organização ainda se apresentacomo uma perigosa ameaça em estado latente, pois conta com integrantes que ainda estão à solta”, observou Mendonça ao rebater as alegações da defesa de Vorcaro.
As investigações da PF reuniram indícios de que “A Turma” seria responsável pelo monitoramento ilegal de desafetos de Vorcaro, além de ações de intimidação, ameaças e invasão de sistemas restritos, como da própria PF, do Ministério Público Federal (MPF), da Interpol e até do FBI.
“Nesse cenário, não se identifica qualquer indício de que as atividades ilícitas praticadas pela organização criminosa teriam cessado até o momento em que prolatada a decisão ora submetida a referendo. Bem ao contrário, do que já se conseguiu verificar, os elementos informativos apontam na direção oposta, ou seja, na permanência das atividades pelo grupo criminoso”, afirmou o ministro.
Armas apreendidas
Em resposta à defesa de Vorcaro, o ministro André Mendonça lembrou a apreensão de armas com pelo menos dois supostos integrantes da milícia do banqueiro, entre eles, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, que atentou contra a própria vida na carceragem da PF em Minas Gerais.
“Ao contrário do que afirmado pelo agravante, no sentido que ‘não se verificou a mínima referência a armas de fogo, isto é, ninguém dos ditos envolvidos foi flagrado na posse de armas’, por ocasião do cumprimento da ordem de prisão de Phillipi Mourão, localizou-se em sua residência uma ‘pistola calibre .380, municiada, acompanhada de carregadores e munições, sem registro nos sistemas oficiais’, em situação que ensejou a lavratura de auto de prisão em flagrante em seu desfavor”, disse Mendonça.
“Além da arma ilegalmente identificada na posse de Phillipi Mourão, durante o cumprimento das ordens de prisão e de busca e apreensão autorizadas em desfavor do ex-policial federal Marilson Roseno identificou-se que o referido investigado possuía uma pistola Taurus calibre .40; uma pistola Glock calibre 9mm; uma carabina Rossi calibre 22 e uma espingarda CBC calibre 12, além de carregadores e munições de diversos calibres”, sustentou o ministro.





