Paulo Cappelli

Flávio quer ministro da Fazenda que dê subsídio a dois setores

Pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro afirma que pretende escolher para a Fazenda um nome que incentive a infraestrutura e a energia

atualizado

metropoles.com

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Flávio Bolsonaro
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Pré-candidato à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL) afirma que pretende escolher para o Ministério da Fazenda um nome comprometido com o ajuste das contas públicas e com uma agenda de incentivo a dois setores, infraestrutura e energia, por meio de subsídios e parcerias estratégicas.

Em conversa com a coluna, Flávio Bolsonaro disse que o perfil desejado é de alguém que combine visão liberal com capacidade de indução do desenvolvimento econômico. “Alguém que compreenda a importância de enxugar despesas, equilibrar a dívida pública que o Brasil tem, que está em nível estratosférico. A partir de 2027, não teremos nem dinheiro para despesas básicas. Vou buscar alguém que tenha visão de mercado competitivo, mais concorrência, mas que compreenda que o Estado precisa impulsionar alguns setores que estão deficitários, como infraestrutura e energia.”

O senador afirmou defender o mercado aberto, mas argumentou que o poder público deve atuar de forma ativa em áreas consideradas estratégicas. “O Brasil precisa de alguém que compreenda que há setores defasados e que são possíveis parcerias público-privadas, não apenas o setor privado, algo parecido com o que fez J.D. Vance [vice-presidente dos Estados Unidos]. Ele fez dessa forma. O Estado não são só recursos privados para alavancar; há setores em que o recurso privado vem depois de o Estado fazer algum aporte e assumir riscos antes do setor privado”, declarou.

Flávio Bolsonaro disse que, até o momento, ainda não sondou nenhum nome para anunciar como seu potencial ministro da Fazenda. “Não estou preocupado com nomes agora. A prioridade é uma plataforma de reequilíbrio das contas, alguém que estabeleça um teto para a dívida pública, com gatilhos acionados automaticamente para que haja corte imediato de despesas”, afirmou.

O candidato criticou o atual patamar da dívida pública e os seus impactos sobre o ambiente de negócios. “Estamos com uma dívida pública de 84% ao final do governo Lula, e isso inviabiliza investimentos. Hoje em dia, ninguém quer colocar dinheiro no Brasil; colocam dinheiro só para especular. Temos que valorizar e criar um ambiente saudável para quem queira empreender no Brasil. Hoje está inviável, não há infraestrutura para exportar a produção”, disse.

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