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Na Mira

Aluno é brutalmente espancado dentro de colégio militar do DF

Caso aconteceu em 4 de agosto, quando um estudante desferiu socos no rosto de menino de 13 anos, que precisou ser levado ao hospital

12/08/2026 10:42, atualizado 12/08/2026 16:09
Divulgação/CLDF
Aluno é brutalmente espancado dentro de colégio militar do DF

Um estudante de 13 anos do Colégio Militar Dom Pedro II foi brutalmente agredido por outro aluno, filho de um oficial de alta patente do Corpo de Bombeiros, no dia 4 de agosto. A vítima precisou ser encaminhada de ambulância para atendimento hospitalar e teve múltiplas fraturas no rosto.

O adolescente acometido é aluno do 7º ano e foi agredido por um colega do 8º ano com socos no rosto. Segundo relatos, os estudantes estavam jogando handebol fora do colégio e, após o time perder, retornaram para a escola. No vestiário, eles continuaram brincando entre si.

A vítima relatou a diversas pessoas que não reagiu à agressão porque sabia que o colega é filho de um oficial de alta patente do Corpo de Bombeiros e temia que, caso reagisse, pudesse ser expulso do colégio.

“Em certo momento, [a vítima] e mais dois começaram a jogar bolinha de papel, [um deles] jogou no menino e ele teve essa alteração. Parece que dois correram para um lado e ele para outro, até que alcançou a vítima”, disse um conhecido.

Foi nesse momento que o agressor teria dado um golpe e jogado a vítima no chão. Para não bater a cabeça, o estudante apoiou os cotovelos no chão. Em seguida, o agressor teria montado em cima dele e começado a desferir socos no rosto.

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Segundo relatos, o agressor deu diversos golpes, principalmente na região do rosto, e só parou após a intervenção de dois monitores. O próprio colégio acionou uma ambulância para conduzir o aluno agredido ao Hospital Alvorada para atendimento médico.

A coluna Na Mira teve acesso aos exames realizados pela vítima, que constataram uma fratura multifragmentada do osso nasal esquerdo, desvio do septo nasal para a esquerda e pansinusopatia, sem sinais de processo inflamatório agudo.

Providências

O aluno apontado como autor das agressões é filho do comandante do Corpo de Alunos do colégio, Gilberto Hideki Ueda. Após tomar conhecimento do caso, a governadora Celina Leão (PP) determinou o afastamento do comandante do cargo que ocupa no Colégio Militar e a expulsão do aluno.

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Segundo a família, o agressor é lutador de judô. O estudante de 13 anos ficará 21 dias afastado e não poderá praticar exercícios físicos durante o período.

“Assim que eles saíram, [o menino] desabou a chorar e disse que ficou com muito medo. Ele está tentando ser forte, até porque está com vergonha dos colegas. Com certeza, haverá bullying, no sentido de que ele apanhou na cara”, relatou uma testemunha.

O caso foi registrado na Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA) 1, e a vítima foi submetida a exame no Instituto de Medicina Legal (IML) no mesmo dia.

Em nota ao Metrópoles, o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), informou que o colégio socorreu a criança e manteve contato com os responsáveis pelos estudantes envolvidos e o caso.

“O CMDP II instaurou os procedimentos necessários para a elucidação dos fatos e realiza nesta quarta (12) uma reunião do Conselho Escolar como parte do processo apuratório. O militar que, na ocasião, exercia a função de Comandante do Corpo de Alunos foi exonerado. O CBMDF e o CMDPII reforçam que o caso está sendo tratado com a devida atenção e responsabilidade, respeitando o processo de apuração e, especialmente, a proteção e a privacidade dos estudantes envolvidos”, diz a nota.